Centro de Estudos da Câmara deve concluir neste ano análise sobre perfil da dívida pública

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7 de abril de 2021

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O presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara (Cedes), deputado Da Vitória (Cidadania-ES), informou que o grupo pretende concluir neste ano os estudos sobre a dívida pública brasileira e a atenção primária à saúde, além de abrir dois novos estudos que deverão ser escolhidos pelos deputados ainda neste mês.

O coordenador do estudo sobre a dívida pública, deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), disse que o grupo terá novos elementos de debate após a aceleração do crescimento da dívida por causa dos gastos com a pandemia. Segundo ele, é preciso saber as características da dívida e os grupos que são detentores dos títulos. E citou um exemplo de como as mudanças de cenário econômico afetam a dívida:

“Esse aumento de 0,75 da Selic que o Banco Central fez representa um custo para o Brasil de R$ 30 bilhões ao ano. Ou seja, um terço de toda a economia que foi feita na reforma da Previdência”, explicou o deputado.

Desperdício na saúde

No estudo sobre a atenção primária à saúde, o coordenador, deputado Dr. Luiz Ovando (PSL-MS), disse que deve concluir até julho uma pesquisa com médicos que atuam na área de clínica geral e enfermeiros, para saber o que pode ser melhorado. Até agora, o diagnóstico é o de que não há valorização desta área que atua na prevenção de doenças mais graves:

“Não há valorização política, não há valorização social, não há valorização econômica. E nós queremos trabalhar neste sentido. Buscar um outro modelo dentro do SUS para que verdadeiramente nós possamos ter os casos resolvidos, solucionados e reduzidos. E o desperdício estancado. Porque infelizmente é o que acontece porque o Brasil gasta mais de R$ 2 bilhões por ano em casos crônicos que poderiam ser evitados se bem acompanhados. São internados, complicados e acabam evoluindo de forma adversa”, observou.

O consultor legislativo Fábio Gomes lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) é dividido em mais de 400 regiões, mas que muitas delas não estão efetivamente implantadas. Segundo ele, durante a pandemia, foi verificado que algumas não tinham leitos de UTI.

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