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Centenas de funcionários da ONU pedem que chefe de direitos humanos declare genocídio em Gaza

De Wikinotícias

28 de agosto de 2025

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Nessa quinta (28), centenas de funcionários da ONU enviaram uma carta ao alto-comissário da organização para os direitos humanos, Volker Turk, solicitando que ele caracterizasse a guerra na Faixa de Gaza como um genocídio.

A carta, vista pela agência Reuters e enviada nesta quarta-feira (28), afirma que os funcionários acreditam que os requisitos legais para genocídio no conflito entre Israel e Hamas em Gaza, que já dura quase dois anos, já estão sendo atendidos. Eles citam a magnitude, o alcance e a natureza das violações registradas no território palestino.

"O ACNUDH tem uma forte responsabilidade legal e moral de denunciar atos de genocídio", afirma a carta assinada pelo comitê de funcionários em nome de mais de 500 empregados, que solicitou a Turk que adotasse uma "posição clara e pública".

Além disso, o documento ressaltou que "não denunciar um genocídio em andamento mina a credibilidade da ONU e do próprio sistema de direitos humanos" a inação da entidade internacional em prevenir o genocídio de Ruanda em 1994, que resultou na morte de mais de 1 milhão de pessoas. A carta é enviada dias depois de as Nações Unidas anunciarem um estado de fome generalizada em Gaza, em resposta a alertas de especialistas no mês anterior de que um em cada três dos 2,2 milhões de habitantes do enclave havia passado dias sem se alimentar.

Na quarta-feira, todos os integrantes do Conselho de Segurança da ONU, com exceção dos Estados Unidos, declararam que a fome na Faixa de Gaza é uma "crise provocada pelo homem". Em declaração conjunta, os 14 membros pediram um cessar-fogo total, imediato e duradouro, além da liberação dos reféns mantidos pelo grupo palestino extremista Hamas.

A declaração fez um apelo: "A fome em Gaza precisa acabar imediatamente", e que "o tempo é essencial. A emergência humanitária precisa ser enfrentada sem demora e Israel precisa reverter a situação".

Fontes