Candidato da oposição vence eleição presidencial marcada pela violência na Costa do Marfim

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Localização da Costa do Marfim.

Agência Brasil

3 de dezembro de 2010

O ex-primeiro ministro e candidato da oposição, Alassane Ouattara, foi declarado vencedor do segundo turno da eleição presidencial na Costa do Marfim, ocorrido no último domingo (28). De acordo com a Agência Lusa, de Portugal, ele obteve 54,1% dos votos na disputa com o atual presidente, Laurent Gbagbo. Os números finais foram divulgados pelo chefe da Comissão Eleitoral, Youssouf Bakayoko.

A Corte Constitucional contestou a divulgação. Correligionários do atual presidente alegam ter havido fraude no Norte do país, área controlada por antigos rebeldes e onde Ouattara é mais popular. Ontem (1), pelo menos quatro pessoas morreram quando homens armados dispararam tiros contra as pessoas que estavam em um escritório eleitoral de Gbagbo. De acordo com testemunhas, citadas pela agência norte-americana Voz da América, atiradores mascarados invadiram o comitê, em Abidjan (capital do país), pouco antes da meia-noite.

Praticamente ao mesmo tempo, o chefe da Comissão Eleitoral estava na televisão anunciando que precisava de mais tempo para finalizar a apuração. O prazo previsto na Constituição do país expirou à meia-noite de ontem. Na véspera, durante uma tentativa de anúncio dos resultados parciais, um correligionário do atual presidente arrancou das mãos do porta voz da comissão o papel com os resultados contabilizados até então e rasgou o documento na frente das câmeras de TV, que transmitiam o anúncio.

Depois de um primeiro turno relativamente calmo, de acordo com observadores internacionais, as semanas que precederam a votação decisiva de 28 de novembro foram muito tensas, inclusive com confrontos entre correligionários dos dois candidatos. Mesmo com o toque de recolher, carros foram queimados nas ruas de Abidijan, depois do fechamento das urnas.

Por causa da violência, o governo determinou a extensão, até o próximo domingo (5), do toque de recolher que está em vigor desde domingo passado.

A Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, deixou de atrair recursos internacionais depois de uma tentativa de golpe de Estado em 2002, que precedeu uma guerra civil que durou dois anos. A eleição, adiada cinco vezes desde 2005, é aguardada como uma chance de o país se reintegrar à economia mundial e voltar a receber investimentos externos.

Fontes

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