Caiado mostra documento sobre segurança no Planalto e fala em CPI sobre caso Lina Vieira

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Agência Brasil

23 de setembro de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (DEM-GO), apresentou aos jornalistas ontem (22), documentos sobre como funciona o sistema de identificação de visitantes do Palácio do Planalto, com o objetivo de comprovar que a segurança da Presidência da República tinha como identificar e armazenar dados sobre a visita da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

“Esse documento [que ele afirma ter recebido por e-mail] mostra que o sistema do palácio é altamente sofisticado, que possui condições de identificar a placa do carro e cruzar informações das câmeras de segurança com os dados de identificação da portaria”, explicou o deputado.

Além disso, segundo Caiado, o sistema também teria um software capaz de compactar os dados, de modo a guardá-los por muito tempo sem ocupar espaço. “Eu não acredito que um sistema de segurança sofisticado como este, de um palácio que resguarda o presidente da República e as pessoas que o cercam, não tenha como armazenar as informações por mais de 30 dias”, afirmou.

Segundo ele, se ficar comprovado que o sistema tinha de fato como identificar a presença de Lina Vieira e como armazenar os dados sobre a presença dela no Planalto, já existe a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. “Porque, aí, fica claro que aquilo que nos foi respondido num requerimento de informação não é condizente, nem compatível com as informações que temos recebido”, afirmou.

O deputado diz que recebeu as informações por e-mail, de “uma pessoa que se identificou” e que cabe, agora, à Casa Civil demonstrar como funciona o sistema. “Eu estou aguardando os contratos [com a empresa de segurança] para, junto com a nossa assessoria técnica, aceitar o convite do general Jorge Félix [responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência] para nos mostrar como funciona”, disse.

Caiado afirmou, ainda, que fez um requerimento para que o contrato com a empresa de segurança e os aditivos feitos desde 2003 sejam apresentados. Segundo ele, o requerimento está “parado” na mesa do deputado Marco Maia (PT-RS), integrante da Mesa Diretora.

De acordo com ele, quando solicitou à Casa Civil as informações sobre os visitantes do palácio dos meses de novembro e dezembro do ano passado, recebeu a informação de que o sistema de identificação não armazenava dados por mais de 30 dias, o que impossibilitava conferir se a ex-secretária havia de fato se encontrado com a ministra.

O nome da Lina Vieira veio a torna em meio a crise no Senado do Brasil, depois que funcionários da Receita Federal, escolhidos por políticos do senado em 2008, foram exonerados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega em julho. Em agosto, o jornal Folha de S. Paulo, revelou que dois reportéres tiveram informações que a Dilma Rouseff visitou a sala onde Lina Vieira em dezembro do ano passado, para pedir informações sobre operação da Polícia Federal sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, que na prátia, é uma suspensão das investigações. A notícia foi negada de imediato pela Dilma, mas a Lina reafirmou o encontro através o depoimento dos senadores em agosto.

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