CPI da Covid: Bolsonaro xinga Randolfe, que retruca que ‘violência é arma de covardes’

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13 de abril de 2021

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Por RBA

O presidente Jair Bolsonaro (atualmente sem partido) se envolveu em diversas controvérsias durante sua carreira política, incluindo xingamentos com outros parlamentares e homenagem a torturadores no plenário da Câmara dos Deputados. Na sua polêmica conversa com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) – em meio a milhares de mortes durante a pandemia de Covid-19 – Bolsonaro xingou outro senador da República, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Em novo trecho divulgado do áudio, Kajuru afirma que não participará da CPI da Covid se a Comissão Parlamentar de Inquérito for “revanchista”. Bolsonaro, que já havia feito várias recomendações a Kajuru sobre como deve ser a CPI, em mais um flagrante de ilegalidade, ataca o senador da oposição Randolfe Rodrigues. “Se você (Kajuru) não participa, a canalhada do Randolfe Rodrigues vai participar. E vai começar a encher o saco. Aí vou ter que sair na porrada com um bosta desse”, afirmou o presidente da República.

Briga de rua

Randolfe, autor do requerimento de criação da CPI da Covid, respondeu a Bolsonaro. “A violência é uma arma que só interessa aos covardes. Aos homens públicos, principalmente neste momento [de pandemia] não interessa ficar envolvido em brigas de rua”, afirmou o parlamentar na tarde desta segunda (12).

Em suas redes sociais, Randolfe Rodrigues citou os motivos que, na sua opinião, fazem o presidente Bolsonaro estar preocupado com a CPI. “Do que Bolsonaro tem medo? A CPI da Covid, afinal, só quer apurar, dentre outras coisas em relação à pandemia:

  1. O atraso na compra de vacinas da Pfizer.
  2. Falha grosseira na aquisição de seringas, insumos, equipamentos e na estruturação do Sistema de Saúde.
  3. Gasto exacerbado com medicamentos sem eficácia comprovada.
  4. Aglomerações causadas pelo presidente e sua comitiva em todo o país.
  5. Em meio à pandemia, superfatura nas compras do Governo.
  6. Omissão diante das mortes por falta de oxigênio em Manaus.
  7. Negligência diante da escassez do kit intubação.
  8. Incompetência na distribuição de vacinas, especialmente em relação à logística.
  9. Negacionismo, discurso de sabotagem às medidas de isolamento.
  10. O não uso e o incentivo ao não uso de máscaras.
  11. Tentativa de maquiar número de mortes por COVID.
  12. Falta de transparência na divulgação de casos.
  13. Ataques aos poderes.
  14. Desgaste das relações internacionais que nos garantiriam melhor negociação de vacinas."

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