COVID-19: pesquisadores de Oxford dizem que não há benefícios no uso da cloroquina

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6 de junho de 2020

A Universidade de Oxford, do Reino Unido, anunciou ontem que, após a revisão do experimento RECOVERY Trial, conduzido desde março com 11.000 pacientes de 175 hospitais do Sistema de Saúde (NHS) do Reino Unido e chefiado pelos professores Peter Horby e Martin Landray, não foram encontradas evidências de que a cloroquina e a hidroxicloroquina curem COVID-19. "Concluímos que não há efeito benéfico da hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados com COVID-19. Decidimos, portanto, interromper a inscrição dos participantes no braço da hidroxicloroquina do estudo RECOVERY imediatamente. Agora estamos divulgando os resultados preliminares, pois eles têm implicações importantes para o atendimento ao paciente e para a saúde pública", anunciaram os pesquisadores.

A posição oficial veio após um pedido da Agência Reguladora de Medicamentos do Reino Unido (MHRA) para que o estudo fosse revisado.

Os professores também explicaram que na comparação entre os pacientes que foram tratados com as substâncias e os que receberam outros medicamentos "não houve diferença significativa no endpoint primário da mortalidade em 28 dias (25,7% de hidroxicloroquina X 23,5% dos cuidados usuais)". "Estes dados excluem de forma convincente qualquer benefício significativo da mortalidade da hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados com COVID-19", enfatizaram.

A polêmica da cloroquina

A revista científica The Lancet divulgou um estudo há cerca de 10 dias com um alerta sobre o perigo de usar os medicamentos, já que eles podem causar ou agravar arritmias cardíacas. No entanto, esta semana a revista publicou uma "retratação", anunciando que não havia como fazer uma reavaliação completa dos dados, o que comprometia a análise, após o que a OMS anunciou que voltaria a avaliar a cloroquina e a hidroxicloroquina como possíveis medicamentos para tratar pacientes de COVID-19.

As substâncias têm sido defendidas pelos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, do Brasil, para tratar doentes de COVID-19, no entanto, em ambos os países, onde os medicamentos estão sendo usados há meses, as mortes têm batido recordes.

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