COVID-19: em Coletiva de Imprensa, Nelson Teich não explica porque saiu do Ministério da Saúde

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15 de maio de 2020

Nelson Teich, agora ex-ministro da Saúde, acabou de falar (pouco depois das 16 horas) em Coletiva de Imprensa que havia sido marcada ainda de manhã, logo após o anúncio de sua saída da pasta. Ele disse que deixa pronto um plano que pode ser usado pelos governadores e prefeitos para ajudar a combater a pandemia de COVID-19 no Brasil e agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro e à equipe do Ministério com a qual trabalhou. Já no final falou também que "seria muito ruim para minha carreira não ter tido a oportunidade de atuar no Ministério" e que "o mais importante a dizer é que não aceitei o convite pelo cargo. Aceitei porque achei que poderia ajudar o Brasil e ajudar as pessoas".

Teich deixa o MS menos de um mês depois de ter sido empossado, devido a diferenças com o presidente na condução das estratégias de enfrentamento à pandemia. Os mais cotados para assumir a pasta são o atual secretário-executivo do Ministério da Saúde, general Eduardo Pazuello, o ex-secretário da Saúde do RS, Osmar Terra, e a oncologista Nise Yamaguchi, todos alinhados com as ideias de Bolsonaro sobre o uso mais amplo da cloroquina, mesmo sem dados científicos que provem a eficácia no uso do medicamento contra COVID, e sobre a flexibilização do isolamento social.

Assista o vídeo da coletiva: AOVIVO: Coletiva de Imprensa - Ministério da Saúde

Crescimento da pandemia no Brasil

O Brasil deve atingir 15 mil casos fatais por COVID-19 entre hoje e amanhã, uma vez que o último número de óbitos anunciado ontem foi de 13.993 e a média diária de mortes nos últimos dois dias foi de 796 vítimas. O aumento expressivo de mortes de um mês para cá (eram 1.736 mortes no dia 15 de abril), se deve, em grande parte, à pouca adesão às medidas iniciais de contenção da doença, que foram o distanciamento e o isolamento social. Em relatório divulgado dias atrás, a Fiocruz alertou que "o distanciamento social sob ataques de diferentes grupos de interesse e da Presidência da República não avançou do modo necessário".

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