Ir para o conteúdo

COP 30: 70 países podem não participar por causa dos preços da hospedagem em Belém

De Wikinotícias

20 de setembro de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Os preços praticados pela rede turística, principalmente de hospedagem, em Belém, Pará, podem impedir a presença de 70 países, que ainda negociam a participação na COP 30. "79 países já confirmaram hospedagem em Belém (...) enquanto outros 70 seguem em negociação", informou o Ministério do Turismo dias atrás.

O caso ganhou espaço na mídia nacional e internacional há algumas semanas quando representantes de delegações reclamaram dos altos custos praticados na cidade e na região. "Há uma sensação de revolta, sobretudo por parte dos países em desenvolvimento, que estão dizendo que não poderão vir à COP por causa dos preços extorsivos que estão sendo cobrados”, disse o presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, em agosto passado.

Havia uma estimativa de que o evento atrairia cerca de 50 mil pessoas, sendo então necessária esta quantidade de leitos. Entre estas pessoas estão chefes de estado e outras autoridades de delegações oficiais, representantes de ONGs, convidados especiais, jornalistas e turistas.

Leitos disponíveis

Há cerca de 15 mil leitos disponíveis na rede firmal de hotéis e pousadas e outros mais de 35 mil na rede informal, ou seja, em imóveis alugados por temporada. Isso equivale a apenas 40% dos leitos necessários estarem disponíveis na rede oficial de hospedagem.

Onde estão os erros?

A Wikipedista Marcia Bia analisou as matérias divulgadas e constatou que apesar dos preços médios em dólares praticados serem compatíveis aos praticados em outros países quando há grandes eventos, a rede de hospedagem em Belém e arredores, principalmente a informal, erra pela falta de qualidade.

Veículos de imprensa apontaram que em Paris nos Jogos Olímpicos os preços das diárias eram de cerca de 400,00 dólares (300 a 500 aproximadamente), enquanto em Belém elas custam cerca de 350,00 (300 a 400), ao mesmo tempo em que o caso de um motel rapidamente transformado em hotel com uma diária de cerca de 500 dólares mostrou a falta de estrutura local: as fotos que rodaram o mundo escancararam claramente que se trata de uma acomodação precária que dificilmente seria encontrada em Paris.

Além do erro da falta de investimentos de quem optou por participar da "rede de hospedagem", seja formalmente ou não, o governo de Belém errou ao não fazer um mapeamento do que havia disponível, tanto em hospedagens 5 estrelas, como as de classificação bem inferiores ou sem classificação, como é o caso da rede informal.

Cerca de 70% da estrutura de hospedagem oferecida em Belém e na região é "informal", ou seja, não houve fiscalização e classificação por qualquer órgão governamental.

Notícias Relacionadas

Fontes