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COP30 destaca a combate ao metano, gás 30 vezes mais potente que o CO2 no aquecimento global

De Wikinotícias

18 de novembro de 2025

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Além do CO2, a Conferência sobre as Mudanças Climáticas de Belém tem enfatizado a luta contra outro gás de efeito estufa: o metano. Com um potencial de aquecimento aproximadamente 30 vezes superior ao do carbono, esse gás tem ganhado cada vez mais destaque nas recentes COPs do Clima.

Embora o metano tenha um alto potencial de aquecimento, o primeiro Compromisso Global sobre o Metano só foi assinado em 2021. No entanto, sua permanência na atmosfera é breve em comparação com a do CO2. Reduzir a concentração de moléculas de CH4 tem um impacto imediato mais eficaz no combate ao aquecimento global.

Uma pesquisa da ONU e da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC), divulgada nesta segunda-feira (17), indicou que o mundo progrediu na redução das emissões, principalmente provenientes da agricultura, gestão de resíduos e produção e queima de combustíveis fósseis. No entanto, para alcançar a meta de redução de 30% até 2030, é necessário acelerar a adoção de medidas de mitigação. O Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) destacou que o alcance dessa meta levaria a uma redução de 0,2°C na temperatura global até 2050.

No Brasil, 25% das emissões totais são de metano, sendo que 75% desse montante provém da agricultura, principalmente da pecuária. Esse efeito é causado pela digestão do boi.

A missão não será simples. Atualmente, os países estão enfrentando algumas das questões mais desafiadoras — muitas das quais foram excluídas da agenda formal para garantir a continuidade das negociações, mesmo que um tópico esteja estagnado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deve chegar na quarta-feira para auxiliar na construção de um consenso entre os participantes na cúpula em Belém, cidade amazônica, antes da sessão final agendada para sexta-feira.

"O tempo da diplomacia performática já passou. Agora é hora de arregaçarmos as mangas, nos unirmos e realizarmos o trabalho", afirmou Simon Stiell, chefe do clima da ONU, às delegações durante o discurso de abertura da segunda semana da conferência.

Neste ano, a China, Índia e outras nações em desenvolvimento se destacaram na nova dinâmica da diplomacia climática, ao passo que a União Europeia enfrentou desafios devido à diminuição do apoio interno. Os Estados Unidos, que antes eram predominantes, não estiveram presentes.