Câmara contraria Conselho e absolve dois deputados brasileiros acusados de envolvimento com o mensalão

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12 de março de 2006

Brasil

Na quarta-feira (8), em votação secreta, a Câmara dos Deputados do Brasil não seguiu a recomendação do Conselho de Ética e resolveu não cassar os mandatos dos deputados Professor Luizinho (PT-SP) e Roberto Brant (PFL-MG). Ambos foram acusados pelo Conselho de Ética de terem sido beneficiados com recursos financeiros ilegais, supostamente oriundos do esquema do mensalão.

Roberto Brant foi absolvido por 283 votos contra (a cassação) e 156 a favor. Houve ainda 18 abstenções e 1 voto em branco. Segundo o relatório do Conselho de Ética, Brant feriu o decoro parlamentar porque teria recebido recursos intermediados pelo empresário Marcos Valério, suposto operador do mensalão. Brant alegou em sua defesa que o dinheiro veio de uma doação da empresa estatal Usiminas para a sua campanha eleitoral à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2002. Ainda que a contribuição tenha vindo da Usiminas como afirma Brant, a operação é ilegal porque o dinheiro não foi declarado à Justiça Eleitoral.

O deputado Professor Luizinho foi absolvido por 253 votos (contra a cassação) e 183 a favor. Houve 10 abstenções e 3 votos em branco. Luizinho foi acusado pelo Conselho de Ética de ter recebido R$ 20 mil das contas do empresário Marcos Valério, em 2003. Na época a quantia foi sacada por José Nilson dos Santos, então assessor do gabinete do deputado. Em sua defesa Luizinho alegou que o seu assessor fez o saque sem seu conhecimento e que o dinheiro foi usado para o financiamento de campanhas de três pré-candidatos a vereador pelo PT no ABC paulista.

Fontes