Brasil se dispõe a ajudar na busca pacífica do fim da violência na Síria, diz Patriota

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Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

5 de dezembro de 2011

Brasília — O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse hoje (5) que o Brasil está disposto a cooperar com a Liga Árabe na busca por uma solução pacífica para o fim da violência e dos conflitos na Síria. Patriota elogiou a decisão do presidente sírio, Bashar Al Assad, de autorizar a entrada de observadores estrangeiros no país. Segundo ele, trata-se de uma demonstração de progresso e avanço nas negociações e do empenho da Liga Árabe.

“Considero um desenvolvimento positivo. Nós favoreceremos uma ação diplomática e, se ela envolver um mecanismo suprarregional, apoiaremos esses esforços no sentido de diluir e interromper a escalada de violência e de criar condições para um entendimento político, que leve aos progressos institucionais e aos avanços que a população síria está desejando e pelos quais grandes segmentos do mundo árabe têm se manifestado”, destacou Patriota.

Emblema da Liga Árabe.

O chanceler destacou o empenho dos mecanismos regionais que atuam de forma ativa nas negociações em busca da paz. “O Brasil valoriza muito os esforços dos mecanismos regionais no tratamento de questões como a da Síria e de outras situações de turbulência e instabilidade”, disse Patriota depois de almoço oferecido ao ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti.

“Nesse espírito", acrescentou Patriota, "apoiamos muito a União Africana [que atuou na tentativa de conter os embates na Líbia e na Tunísia] e a Liga dos Estados Árabes, que estabeleceu agora o diálogo para a Síria”. O chanceler angolano também demonstrou otimismo no avanço das negociações com a Síria: “sempre que há conflitos e há possibilidade de negociações, conversar é sempre mais construtivo, porque reduzimos a possibilidade de termos mortos.”

Depois de mais de três semanas de negociações, Assad informou hoje à Liga Árabe que aceita o envio de observadores estrangeiros ao país. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 4 mil pessoas morreram na Síria em decorrência dos embates entre forças policiais e manifestantes. Há denúncias de assassinato de crianças e mulheres. Também há informações de torturas e prisões políticas.

Fontes[editar]

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