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Brasil sai do Mapa da Fome, mas cerca de 2,4% da população ainda vive sem comida suficiente

De Wikinotícias

7 de agosto de 2025

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O governo brasileiro comemorou no final de julho o resultado do relatório divulgado pela FAO (Food and Agriculture Organization) da ONU, que apontou que o Brasil está fora do Mapa da Fome. Para estar "fora" é necessário que, no máximo, 2,5% da população de um país passe fome crônica, ou seja, não tenha comida suficiente permanentemente para fazer ao menos três refeições equilibradas por dia.

Com o resultado, pode-se estimar que a taxa atualmente seja de 2,4%, ou seja, cerca de 5 milhões de pessoas ainda vivem sem comida suficiente.

O índice era pior em anos anteriores recentes. Em 2022, 4,2% da população brasileira vivia em situação de fome grave no que a Confederação Nacional de Municípios chamou de "período crítico". Segundo o jornal A Verdade, em junho de 2022, "o número de brasileiros vivendo em uma condição de miséria extrema quase dobrou desde 2020 [e] atualmente, 33,1 milhões de pessoas passam fome no Brasil".

Mapa brasileiro da fome

Regiões Norte e Nordeste em rosa no mapa

Segundo dados do final de 2023, 7,7% dos domicílios da Região Norte possuíam insegurança alimentar grave, enquanto na Região Nordeste este índice chegava a 6,2% . Os números eram mais que o triplo da Região Sul, onde 2% não tinham alimentos suficientes.

Mais de 72 milhões de pessoas moram nestas duas regiões.

Salsicha é uma opção mais barata que a carne, mas muito menos saudável

Comida de baixa qualidade

“O brasileiro ainda come muito mal”, disse o professor emérito da Unicamp José Graziano ao Jornal da Unicamp dias atrás, explicando que "um quarto das famílias brasileiras não consegue comprar um alimento saudável, que inclua, por exemplo, frutas, legumes e verduras" e que muitas vezes alimentos com mais nutrientes, como a carne, são trocados por similares inferiores mais baratos, como a salsicha. “Estamos substituindo a carne pela salsicha, e isso traz não apenas uma má alimentação do ponto de vista nutricional, mas é a causa fundamental para o aumento da obesidade", explicou.