Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo: isso pode fazer Trump invadir o país?
4 de janeiro de 2026
Nunca foi sobre Nicolás Maduro e nem foi altruísta; sempre foi sobre petróleo e dinheiro. Após ontem Donald Trump autorizar a captura de Maduro, foi ainda de manhã, numa entrevista para a Fox News, que o objetivo principal do estadunidense ficou claro: "nós vamos controlar o petróleo venezuelano", disse. Horas depois, à tarde, ele falou a palavra petróleo diversas vezes durante a coletiva de imprensa.

A Venezuela, no entanto, também tem muitas terras raras. Não tantas quando o Brasil, porém, que tem a segunda maior reserva do mundo, atrás apenas da China. A Venezuela faz fronteira com o Brasil e não é ilegítimo pensar que Trump pode ampliar a incursão em território alheio pela Amazônia brasileira em busca das terras onde há metais raros - que incluem nióbio, neodímio, praseodímio, térbio e disprósio - que atraem cada vez mais atenção e colocam em evidência qual das duas maiores economias, a China ou os Estados Unidos, vencerá essa disputa. Metais raros são largamente usados em produtos tecnológicos da atualidade, como celulares e carros elétricos.
No norte a maior reserva de metais raros do Brasil está em Seis Lagos, no Amazonas. Pouco mais abaixo, em Goiás, a cidade de Catalão merece destaque.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, chamou a atenção para o fato hoje em suas redes sociais que "(...) O Brasil concentra uma das maiores reservas de terras raras do mundo (...) o que torna a defesa da soberania regional uma preocupação legítima".
Referências
[editar | editar código]- Terras raras, Wkipédia

