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Brasil e aliados não convidaram Estados Unidos para reunião sobre democracia na ONU

De Wikinotícias

20 de setembro de 2025

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Nesse sábado (20), diferentemente do ocorrido no ano passado, na primeira reunião sobre Democracia realizada em parceria com a Espanha, durante a Assembleia Geral da ONU, Brasil e aliados não estenderam um convite aos Estados Unidos para se juntarem aos debates sobre a preservação do ambiente democrático. As discussões, lideradas por Lula e pelo primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, ocorrerão na próxima quarta-feira (24) em Nova Iorque.

No ano anterior, líderes ou representantes de aproximadamente 30 nações estiveram presentes, incluindo Espanha, França, México, Canadá, Chile, Colômbia e Noruega, além dos Estados Unidos. Neste ano, todos os convidados de 2024 foram convidados novamente, exceto os países que tiveram mudanças de governo para a direita.

Membros do governo brasileiro alegam que incluir Washington neste momento poderia ser visto como uma provocação. De acordo com eles, o mesmo critério justifica a falta de convites a países como a China, que não é vista como um modelo democrático. Ademais, o Palácio do Planalto não tem a intenção de agendar encontros bilaterais com os representantes do governo Trump, nem mesmo para discutir a tarifa de 50% aplicada aos produtos brasileiros. De acordo com assessores de Lula, as condições atuais não favorecem uma conversa produtiva entre os países, embora um possível encontro não esteja descartado se for proposto pelos Estados Unidos.

Segundo a Folha de São Paulo, um funcionário do governo Lula declarou que "apenas países democráticos foram convidados". De acordo com ele, não existem condições para a presença de um país "que teve uma virada extremista e cujo governo está questionando a democracia e as eleições brasileiras".

A reunião terá como eixos centrais a alegada defesa da democracia e a luta contra a "desinformação". Na edição inaugural, Lula e Sánchez mencionaram os eventos de 8 de janeiro em Brasília e a invasão do Capitólio como exemplos de "movimentos violentos com elementos comuns, como a rejeição da alternância democrática e da diversidade, além da exaltação de uma forma exclusiva de identidade nacional".

Fontes