Brasil deve ter apoio do Marrocos para vaga no Conselho de Segurança da ONU

Agência Brasil

26 de junho de 2008

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O ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do Marrocos, Taïb Fassi Fihri, afirmou hoje que o Brasil vai poder contar com o apoio do governo marroquino na candidatura a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), quando for realizada a reforma na estrutura da ONU.

A aspiração brasileira não é nova e tem sido justificada pelo argumento de que o atual formato, com cinco países como membros permanentes do Conselho – Estados Unidos, Rússia, China, Inglaterra e França – cristaliza uma situação do final da Segunda Guerra Mundial e não é representativo dos países em desenvolvimento.

Durante reunião com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em Rabat, capital do Marrocos, Taïb Fassi Fihri disse que o governo marroquino considera a aspiração brasileira totalmente legítima.

Além desse tema, durante o encontro entre os dois chanceleres foi discutido o interesse no aumento dos investimentos brasileiros no Marrocos. Atualmente, há presença brasileira na produção de fosfatos e fertilizantes. Também foi debatida a necessidade de se aprofundar as relações econômico-comerciais entre os dois países. No primeiro trimestre de 2009 deve vir ao Brasil uma missão empresarial, chefiada pelo ministro da Economia marroquino.

Outro ponto tratado pelos dois ministros foi a necessidade de se avançar no acordo comercial entre o Marrocos e o Mercosul. A expectativa é que ele possa ser firmado até o final deste ano. A próxima rodada de negociações está prevista para agosto ou setembro.

O tema da cooperação entre os países em desenvolvimento também esteve presente no discurso de Celso Amorim no encerramento da 3ª Reunião da Comissão Mista Brasil – Marrocos. “Quanto mais os países do Sul falam entre si, mais os países do Norte nos escutam”, afirmou o ministro.

Na ocasião, de acordo com a assessoria do Ministério das Relações Exteriores, ainda foram assinados atos bilaterais sobre a formação profissional de pessoas com deficiência, de trabalhadores da construção civil e de informática, o setor têxtil, a saúde, o meio ambiente, a cooperação agrícola e inspeção animal.

Fontes