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Brasil conta com reunião para negociar tarifaço em Washington na semana que vem ou na próxima

De Wikinotícias

31 de outubro de 2025

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O governo brasileiro espera que a primeira reunião de negociação do tarifaço aconteça na próxima semana ou, no mais tardar, na seguinte, em Washington. O vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira estarão presentes. O Planalto está pronto para convocar os três a qualquer instante, inclusive durante a COP em Belém, para que eles se encontrem com seus equivalentes americanos: o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; e o representante de Comércio da Casa Branca, Jamieson Greer.

Na reunião, espera-se que os representantes dos Estados Unidos exponham suas exigências para diminuir as tarifas de 40% aplicadas aos produtos brasileiros. Não se espera que os 10% de tarifa aplicados a produtos de todos os países estejam envolvidos.

A expectativa é que a negociação inclua de alguma forma os minerais críticos e a regulação das big techs, porém esses temas não foram abordados nem no encontro entre Trump e Lula em Kuala Lumpur, nem na reunião seguinte, que contou com Bessent, Rubio, Greer, Audo Faleiro (assessor-adjunto da assessoria internacional do Planalto) e Mauro Vieira.

O Brasil está considerando diminuir as tarifas sobre o etanol americano em troca da redução das taxas sobre café e carne brasileiros.

Lula se pronunciou um dia depois de se encontrar com Trump durante a cúpula e algumas horas após os negociadores brasileiros e americanos realizarem uma reunião de acompanhamento para definir os próximos passos nas negociações comerciais. Lula afirmou que novas discussões acontecerão em Washington na semana seguinte, com uma resolução prevista para "dias".

Trump afirmou nesta segunda-feira que teve uma reunião "boa" com Lula. Quando questionado sobre um possível acordo comercial, Trump, a bordo do Air Force One, afirmou: "Veremos o que acontece".

Após um breve encontro entre os presidentes em Nova Iorque, em setembro, as negociações de alto nível entre os países foram retomadas. Lula solicitou a Trump que tanto as sanções contra autoridades brasileiras quanto as tarifas alfandegárias fossem suspensas.