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Brasil assina tratado da ONU contra cibercrime criticado por grupos de direitos humanos

De Wikinotícias

25 de outubro de 2025

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Nesse sábado (25), no Vietnã, mais de 60 países assinaram um tratado da ONU contra o cibercrime, mesmo diante da resistência de empresas de tecnologia e organizações de direitos humanos, que alertam sobre o crescimento da vigilância estatal.

O objetivo do novo marco jurídico global é fortalecer a colaboração internacional no enfrentamento dos crimes digitais, que incluem desde a pornografia infantil até fraudes cibernéticas transnacionais e lavagem de dinheiro.

Assim que os países que o assinaram neste sábado o ratificarem, o acordo começará a valer.

Na cerimônia, o Brasil foi representado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, atuando como vice-presidente do comitê negociador da convenção e desempenhando um papel importante na formação de consensos.

António Guterres, secretário-geral da ONU, considerou a assinatura um "marco importante", porém ressaltou que era "apenas o começo".

"Todos os dias, golpes sofisticados destroem famílias, roubam migrantes e drenam bilhões de dólares de nossa economia... Precisamos de uma resposta global forte e conectada", afirmou ele durante a cerimônia de abertura, que ocorreu em Hanói, capital do Vietnã.

"Ao permitir a troca de provas eletrônicas, a convenção constituirá importante instrumento de cooperação internacional para fortalecer o combate a crimes e a proteção às vítimas", acrescentou a PF em um comunicado.

Diplomatas russos propuseram pela primeira vez a Convenção das Nações Unidas contra o Cibercrime em 2017. Após extensas negociações, a proposta foi aprovada por consenso no ano passado.

Críticos argumentam que a redação abrangente do texto pode facilitar abusos de autoridade e permitir a repressão transnacional de adversários governamentais.