Brasil: para evitar confronto com Bolsonaro, novo ministro da Saúde "aceita" prescrição de tratamento sem eficácia contra covid-19

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16 de março de 2021

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Queiroga assume pasta em meio à maior crise na saúde brasileira em décadas, com os hospitais sem leitos para pacientes de covid-19; crença em falsas terapias piorou pandemia no país

Por RBA

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (15), admitiu ao entrar no ministério que apoia o tratamento precoce contra a covid-19. Em sua primeira entrevista como ministro, Queiroga disse à CNN que o tema trata de uma questão médica.

“O que é tratamento precoce? No caso da Covid-19, a gente não tem um tratamento específico. Existem determinadas medicações que são usadas, cuja evidência científica não está comprovada, mas, mesmo assim, médicos têm autonomia para prescrever”, afirmou o ministro sobre o tratamento precoce.

Indagado sobre a defesa de tratamento precoce para covid-19 por Bolsonaro, Queiroga defendeu que “é algo que precisa ser analisado para que a gente consiga chegar a um ponto comum que permita contextualizar essa questão no âmbito da evidência científica e da ciência”.

Na entrevista, o novo ministro também falou que lockdown só deve ser aplicado em “situações extremas” e “não pode ser política de governo”.

“Esse termo de lockdown decorre de situações extremas. São situações extremas em que se aplica. Não pode ser política de governo fazer lockdown. Tem outros aspectos da economia para serem olhados”, afirmou.

Segundo o novo ministro, é preciso “assegurar que atividade econômica continue, porque a gente precisa gerar emprego e renda. Quanto mais eficiente forem as políticas sanitárias, mais rápido vai haver uma retomada da economia.”

De acordo com o novo ministro, a conversa com o presidente “foi muito boa”. Segundo ele, Bolsonaro também o “recomendou cumprir a Constituição Federal do Brasil” no sentido de dar amplo acesso à saúde. “É Constituição Federal na veia”, disse.

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