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Brasil: covid-19 causa aumento de problemas respiratórios graves

De Wikinotícias

6 de setembro de 2025

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O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que foi observado um crescimento nas notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 em estados de quatro das cinco regiões do Brasil. A alta foi registrada no Distrito Federal, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraíba e Paraná. Apesar do aumento de notificações nestas localidades, o número de novos casos de SRAG por covid-19 ainda segue em níveis relativamente baixos nesses estados.

A publicação também alerta que a covid-19 é a principal causa de hospitalização de idosos por SRAG no Rio de Janeiro e no Amazonas, nas últimas semanas. A análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 35, período de 24 a 30 de agosto.

Conforme o Boletim, no Amazonas, os casos de SRAG seguem crescendo especialmente em crianças pequenas de até quatro anos e estão relacionados a um aumento das hospitalizações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR). 

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que a vacinação contra a covid-19 é essencial para proteger a população. Ela afirma que vacinar é a principal forma de proteção contra os casos graves e óbitos da doença.

Tatiana Portella destaca a importância de as pessoas dos grupos de risco verificarem se estão em dia com a vacina. “Por isso a gente pede para que as pessoas dos grupos de risco verifiquem se estão em dia com a vacinação contra o vírus, lembrando que idosos precisam tomar doses de reforço a cada seis meses, enquanto que os outros grupos, como imunocomprometidos, que são também grupos de risco, precisam tomar doses de reforço uma vez ao ano”, pontua Portella. 

No Distrito Federal e estados como Amapá, Goiás e Rio de Janeiro, o estudo aponta que o avanço das ocorrências atinge mais as crianças e os adolescentes e está ligado ao rinovírus. Já no Espírito Santo, o aumento de SRAG ocorre principalmente na população idosa.

Balanço epidemiológico

Em 2025, já foram notificados 168.538 mil casos de SRAG, sendo 53,4% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 24,3% foram de influenza A e apenas 1,1% de influenza B. Por outro lado, 44,7% foram de vírus sincicial respiratório, 47% de rinovírus e 14% de Sars-CoV-2 (covid-19).    

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi de 23,8% para influenza A; 2,2% para influenza B; 18,1% para VSR; 27,9% para rinovírus; e 26,7% para Sars-CoV-2 (covid-19).