Brasil: compra de cesta básica consome 49% da renda dos assalariados
6 de setembro de 2025
Quando se relaciona o custo da cesta ao salário mínimo líquido — isto é, já com o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária — verificou-se que, em agosto de 2025, o trabalhador que recebia o piso nacional precisou comprometer, em média, 49,89% da sua renda líquida para a compra dos alimentos básicos. Em julho de 2025, esse percentual havia sido maior, alcançando 50,94%. No mesmo mês de 2024, considerando as 17 capitais com dados comparáveis, a média havia ficado em 50,19%.
Um outro dado mostrou que o tempo médio que o trabalhador precisou dedicar para adquirir os itens da cesta básica em agosto foi de 101 horas e 31 minutos nas 27 capitais pesquisadas - uma jornada de trabalho mensal normal no Brasil, por lei, é de 220 horas.
Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A cesta básica
A Cesta Básica Nacional, regulamentada pelo decreto nº 399 do governo federal, de 30 de abril de 1938, é uma lista formada por 13 produtos considerados fundamentais para a subsistência de uma pessoa. Em geral, com pequenas variações, a cesta deve conter carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga.
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Fontes
- Conab e Dieese registram queda do preço da cesta básica em 24 capitais, Agência Gov, 05/09/2025
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