Brasil: casos de SRAG por Covid-19 aumentam em cinco estados
19 de outubro de 2025
A última atualização do Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgada no dia 16 apontou o avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por covid-19 em cinco estados: Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O levantamento epidemiológico também indica a continuidade do crescimento de casos de SRAG por influenza A em Goiás e São Paulo.
No entanto, não há impacto significativo nas hospitalizações.
A análise é referente à Semana epidemiológica (SE) 41, de 5 a 11 de outubro.
Faixas etárias mais afetadas
Em relação às faixas etárias mais afetadas, o Espírito Santo se destaca como o único estado onde os casos de SRAG por covid-19 entre idosos permanecem estáveis - embora ainda em níveis elevados para a região.
A pesquisa também aponta que a incidência da SRAG pela doença é mais alta entre crianças de até dois anos, enquanto a mortalidade continua predominante entre os idosos.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde realizou ontem, 18, o Dia D de mobilização nacional pela vacinação, com o objetivo de reforçar a importância da imunização e conter o avanço de casos graves de SRAG.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, destaca que pessoas pertencentes aos grupos de risco devem manter a carteira de vacinação atualizada.
“A gente pede para que as pessoas dos grupos de risco verifiquem se estão em dia com a vacinação contra o vírus, lembrando que idosos precisam tomar doses de reforço a cada seis meses, enquanto que os outros grupos, como imunocomprometidos, que são também grupos de risco, precisam tomar doses de reforço uma vez ao ano”, ressalta Portella.
Incidência e óbitos
As últimas quatro semanas epidemiológicas apontam que o rinovírus é o vírus mais detectado entre os casos positivos (39%), seguido por influenza A (20%) e covid-19 (16%). Em relação aos óbitos registrados no mesmo período, a covid-19 aparece como a principal causa (51%), seguida pelo rinovírus (21) e pela influenza A (15%).
Ano epidemiológico
Ao longo do ano epidemiológico de 2025, o vírus sincicial respiratório (VSR) é o agente mais detectado entre os casos com resultado laboratorial positivo (42%), seguido por rinovírus e influenza A.
SRAG
Como o termo indica, trata-se de uma situação grave, que exige atendimento médico de emergência ou urgência, com os pacientes podendo apresentar falta de ar e com isso, baixa saturação de oxigênio no sangue (=/-94%) ou o agravamento de doença preexistente, como as ligadas a cardiopatias. Em situações limites, o paciente pode apresentar choque, disfunção de órgãos vitais, insuficiência respiratória e/ou instabilidade hemodinâmica.
As pessoas mais vulneráveis são crianças, idosos ou as que tem doenças pré-existentes.
Fontes
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