Brasil: após dez meses, investigações ainda não apontaram responsável por vazamento de óleo

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4 de julho de 2020

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Dez meses depois, a investigação policial que determinou a responsabilidade criminal pelo vazamento de óleo na costa do Brasil em agosto de 2019 ainda não foi concluída. E uma investigação sobre as consequências do ecossistema prejudicado pela pandemia de coronavírus.

O Ministério Público Federal do Rio Grande Norte (MPF-RN), responsável pela investigação criminal do vazamento, afirmou que a investigação está em andamento e "não há fatos novos a serem divulgados no momento".

O Grupo de Monitoramento e Avaliação (GAA), consórcio formado pela Marinha, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama), foi dissolvido em março deste ano, e não apontou responsabilidade por crimes ambientais Pessoas. A equipe também investigou o vazamento e implementou procedimentos para monitorar ações específicas para limpar os vestígios.

O impacto do derramamento de óleo no ecossistema é a razão da criação do Comitê UFPE-SOS Mar, que é coordenado por Gilberto Rodrigues, professor de Ecologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Por conta da pandemia do coronavírus, a pesquisa realizada pela equipe foi descontinuada em abril deste ano.

“Não conseguimos ainda identificar os impactos para os animais. Na costa de Pernambuco, que é pequena, temos cinco estuários que possuem manguezais, esses cinco estuários foram impactados. Ainda não conseguimos medir porque na medida em que o óleo chega ao manguezal, a densidade da água muda. Esse óleo desce e se mistura ao mangue”, afirmou Rodrigues.

Outra preocupação dos ambientalistas é o impacto do petróleo nas áreas de coral da costa brasileira. Miguel Mies, pesquisador e coordenador de pesquisas do Coral Vivo do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), está otimista com a recuperação dessas áreas, mas pede cautela até que a pesquisa seja concluída.

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