Ir para o conteúdo

Brasil: Lula chama decisão de Motta de "absurda", mas prega diálogo

De Wikinotícias

2 de julho de 2025

link=mailto:?subject=Brasil:%20Lula%20chama%20decisão%20de%20Motta%20de%20"absurda",%20mas%20prega%20diálogo%20–%20Wikinotícias&body=Brasil:%20Lula%20chama%20decisão%20de%20Motta%20de%20"absurda",%20mas%20prega%20diálogo:%0Ahttps://pt.wikinews.org/wiki/Brasil:_Lula_chama_decis%C3%A3o_de_Motta_de_%22absurda%22,_mas_prega_di%C3%A1logo%0A%0ADe%20Wikinotícias Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

link=mailto:?subject=Brasil:%20Lula%20chama%20decisão%20de%20Motta%20de%20"absurda",%20mas%20prega%20diálogo%20–%20Wikinotícias&body=Brasil:%20Lula%20chama%20decisão%20de%20Motta%20de%20"absurda",%20mas%20prega%20diálogo:%0Ahttps://pt.wikinews.org/wiki/Brasil:_Lula_chama_decis%C3%A3o_de_Motta_de_%22absurda%22,_mas_prega_di%C3%A1logo%0A%0ADe%20Wikinotícias Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nessa quarta (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou "absurda" a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de agendar rapidamente a votação do projeto de decreto legislativo (PDL) que anulou o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O aumento do imposto gerou mais um conflito entre o Executivo e o Legislativo, levando a Advocacia-Geral da União (AGU) a apresentar um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para preservar o PDL. Em entrevista ao Jornal da Manhã, na Bahia, o chefe do Planalto mencionou um "descumprimento de acordo", porém declarou que planeja dialogar com os presidentes das duas Casas legislativas ao voltar da viagem ao Rio de Janeiro, onde participará da Cúpula de Líderes do Brics.

"O erro foi o descumprimento de um acordo que tinha sido feito num domingo à meia-noite, na casa do presidente Hugo Motta. Lá, estavam vários ministros, vários deputados, o Fernando Haddad. Eu liguei pra Gleisi Hoffmann, ela estava maravilhada, nunca vi tanto abraço, tanta concordância. Quando chega na terça-feira, o presidente da Câmara toma uma decisão que eu considerei absurda", criticou Lula.

De acordo com Lula, a conversa com Motta e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, acontecerá após seu retorno de duas viagens. "Eu vou para a Argentina agora receber a presidência do Mercosul. Depois, vou participar do Brics no Rio. Quando eu voltar, eu, tranquilamente, vou conversar com o Hugo, com o Davi Alcolumbre e vamos voltar à normalidade política nesse país", afirmou.

O governo tem defendido os aumentos em nome da "justiça tributária e social". "O dado concreto é que os interesses de poucos prevaleceram dentro da Câmara e do Senado, o que eu acho um absurdo", declarou o presidente. É exatamente o discurso que tem provocado a irritação do Congresso, sendo interpretado como um incentivo ao "nós contra eles".

"No mesmo dia em que derrubamos [o decreto], aprovamos outras três medidas importantes para o nosso país", declarou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em um vídeo divulgado nesta semana. Lula considerou "absurda" a decisão de Motta de pautar urgência. "O erro, na minha opinião, foi o descumprimento de um acordo, que tinha sido feito no domingo à meia noite na casa do presidente Hugo Motta", afirmou o presidente.

De acordo com o governo, havia um entendimento de que a equipe econômica discutiria opções a serem apresentadas em conjunto. O governo não esperava por isso. O projeto que revoga o decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) foi aprovado de forma inesperada nas duas Casas, uma após a outra, um acontecimento incomum, resultando em uma derrota significativa para o presidente em ambas as situações. Porém, negou a separação. "O presidente da República não rompe com o Congresso", afirmou Lula. O presidente da República reconhece o papel que o Congresso tem, eles têm os seus direitos, eu tenho os meus direitos. Nem eu me meto no direito deles nem eles se metem no meu direito. E, quando os dois não se entenderem, a Justiça resolve", disse.