Brasil: Funcionário público que alterou páginas sobre jornalistas brasileiros na Wikipédia é exonerado

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12 de setembro de 2014

Brasil

Um servidor do Palácio do Planalto, filiado ao Partido dos Trabalhadores, foi apontado como o responsável pelas alterações feitas na Wikipédia, nos perfis de dois jornalistas. A presidente Dilma Rousef determinou a abertura de uma sindicância e o o servidor Luiz Alberto Marques Vieira Filho admitiu ser o autor das alterações nos perfis dos jornalistas Mirian Leitão, do jornal "O Globo", e Carlos Sanderberg, da CBN e da Rede Globo. Entretanto, não se sabe se ele agiu sozinho ou a mando de alguém.

Vieira é servidor concursado do Ministério da Fazenda como analista de finanças e controle e possui também um cargo comissionado de chefe de assessoria parlamentar do Ministério do Planejamento. Sua remuneração total é de 22 mil reais e existe uma pessoa com nome semelhante ao dele filiada ao PT de Ourinhos (MG) desde 1999. As edições na Wikipédia foram feitas em maio de 2013, quando ele era assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

O servidor pediu exoneração, que será publicada sexta-feira, dia 13 de setembro, no Diário Oficial Da União, mas foi aberto contra ele um processo administrativo disciplinar, que poderá culminar na sua demissão. Em nota oficial, a Casa Civil relatou o seguinte: "A Comissão de Sindicância Investigativa, instaurada no âmbito da Casa Civil, identificou o servidor público ocupante de cargo efetivo da carreira de finanças e controle, Luiz Alberto Marques Vieira Filho, como autor das alterações nos verbetes “Míriam Leitão” e “Carlos Alberto Sardenberg” no Wikipédia utilizando recursos de informática do Palácio do Planalto".

Em 8 de agosto, o jornal "O Globo" anunciou que identificou a origem das alterações na Wikipédia como um computador conectado à rede do Palácio do Planalto, mas, na época, a Casa Civil afirmou que não era tecnicamente possível identificar o servidor que utilizou a máquina para depreciar os perfis de Sardenberg e Miriam Leitão. Esta foi acusada de fazer uma defesa apaixonada do banqueiro Daniel Dantas e de fazer análises econômicas desqualificadas, enquanto aquele foi alvo de suspeita maliciosa por ser irmão do diretor da Federação Brasileira dos Bancos.

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Fontes[editar]

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