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Brasil: Anvisa aciona agências internacionais e lança edital para garantir oferta de antídoto a metanol

De Wikinotícias

3 de outubro de 2025

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Nessa sexta (3), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) solicitou a intervenção de autoridades reguladoras internacionais para assegurar a disponibilidade do medicamento fomepizol, recomendado como antídoto para intoxicação por metanol. Em São Paulo, há pelo menos 53 casos de contaminação sob investigação; em Pernambuco, cinco; e no Distrito Federal, um.

Em comunicado, a Anvisa esclarece que consultou as agências da Argentina, México, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, China, Suíça e Austrália a respeito da liberação para venda do fomepizol em seus países.

Essa medida visa agilizar a análise e aprovação de novos fornecedores, considerando que os fornecedores aprovados por agências parceiras já passaram pelos processos dessas agências para validar a segurança e eficácia do produto.

Também foi divulgado um edital para localizar fabricantes e distribuidores internacionais que possam fornecer o medicamento ao Ministério da Saúde de forma imediata.

O fomepizol é reconhecido como o tratamento padrão contra o metanol, pois atua impedindo a conversão dessa substância em metabólitos tóxicos, que causam danos significativos ao fígado e ao sistema nervoso.

Na ausência desse recurso, os serviços de saúde são obrigados a buscar alternativas, como o uso controlado de etanol grau farmacêutico, que pode atrasar os efeitos do veneno, porém não é tão seguro nem eficiente.

Para assegurar o fornecimento imediato, a Agência também divulgou um edital de convocação internacional para encontrar fabricantes e distribuidores com estoque disponível. A decisão foi tomada após o Ministério da Saúde solicitar urgência.

Além da busca pelo antídoto, três laboratórios — Lacen/DF, Laboratório Municipal de São Paulo e INCQS/Fiocruz — foram acionados para examinar amostras suspeitas de bebidas adulteradas. As inspeções de campo já tiveram início em vários estados, em colaboração com as autoridades locais de vigilância sanitária.

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Fontes