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Bombas de fragmentação mataram mais de 1.200 civis na Ucrânia, diz grupo

De Wikinotícias

15 de setembro de 2025

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Nessa segunda (15), de acordo com o Landmine and Cluster Munition Monitor, bombas de fragmentação resultaram em mais de 1.200 mortes de civis na Ucrânia desde o começo do conflito, em fevereiro de 2022.

De acordo com um novo relatório, essas munições continuaram sendo empregadas por ambos os lados do conflito, especialmente pela Rússia, resultando em mortes e ferimentos de civis.

"Continuam ocorrendo ataques que atingem áreas civis e edifícios residenciais. Ataques individuais... mataram dezenas de civis e deixaram centenas de feridos", afirmou Michael Hart, especialista em pesquisa do Cluster Munition Monitor.

Nem Rússia nem Ucrânia são signatárias da convenção de 2008, que proíbe o uso de bombas de fragmentação. Atualmente, essa convenção conta com 112 países membros.

Esses aparelhos são acionados a partir do solo ou por meio de aeronaves. Então, explodem no céu, dispersando fragmentos de bombas menores por uma área extensa.

Além disso, a ONG destacou que os militares de Moscou e Kiev têm utilizado essas bombas de forma intensiva desde o início do conflito. Entretanto, a ONG destacou que a Ucrânia é o país com o maior número de vítimas de bombas de fragmentação anualmente.

Somente em 2024, o país registrou ao menos 193 das 314 vítimas registradas globalmente, conforme o relatório. A maior parte dos mais de 1.200 ucranianos mortos ou feridos desde o começo do conflito ocorreu em 2022.

O relatório admite que o número de vítimas mencionado é provavelmente muito menor do que o real, considerando que somente em 2024 houve quase 40 ataques com munições de fragmentação no território da Ucrânia.