Biografia de Gleisi Hoffmann na Wikipédia foi alterada pelo computador do Senado, diz site

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Gleisi Helena Hoffmann discussando no Senado em 8 de junho de 2013.
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5 de fevereiro de 2015

Uns dos computadores do Senado Federal foi usado para remover trechos da biografia da senadora brasileira Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) publicada na Wikipédia, enciclopédia virtual disponível na rede mundial de computadores. Na biografia (ou perfil) da senadora foi feita a partir de um computador do Senado, ou seja, em lugar público, foi tirado trechos sobre suspeita com envolvimento com corrupção.

Sob título Petrolão: Gleisi Hoffmann usa computador do Senado para fazer faxina na própria biografia, o site Ucho.info, afirma que no dia 28 de novembro do ano passado, que trechos da biografia que relatava a ligação da senadora brasileira com as investigações da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março do ano passado e que desmontou o chamado de Petrolão ("Petrobras"+"Mensalão").

A denúncia, que pode ser lida aqui foi publicada ontem (4), relata o texto removido:

“O doleiro Alberto Youssef, envolvido no esquema investigado pela Operação Lava Jato, afirmou em delação premiada que a campanha política de Gleisi Hoffmann nas eleições de 2010 recebeu R$ 1 milhão. Paulo Roberto Costa também confirmou a acusação, dizendo que o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, é que teria solicitado a ajuda deste valor na campanha. Gleisi e Paulo Bernardo negam as acusações.”

No entanto, o site acusou que usuário o responsável pela alteração foi um usuário cadastrado que usa o pseudônimo de “OnlyJonny”, o que em tese, esse usuário não foi responsável pela alteração, já que na teoria, usuários registrados ocultam IPs, excerto caso ocorra verificação de contas.

O autor da alteração foi o IP 201.54.48.45 em que diz seguinte: "Texto sem comprovação. Supostas afirmações sem comprovação.", mas que teve a edição revertida por Zoldyick, ficando por 10 minutos do texto removido. No entanto, verificando no utrace* e o What Is My IP Address revelam que o IP é ligado ao "Senado Federal" de Brasília.

A descoberta foi feita pelo Brasil WikiEdits, perfil do Twitter que monitora alterações no Wikipédia feitas a partir de computadores do governo federal, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Supremo Tribunal Federal (STF), Petrobras e outras empresas estatais e órgãos públicos federais. No entanto, o site Ucho só deu interesse na notícia apenas quase três meses depois da descoberta.

Histórico

A ligação entre Gleisi Hoffmann e o escândalo de corrupção que funcionava em algumas diretorias da Petrobras foi denunciada pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, que firmou acordo de delação premiada e encontra-se em prisão domiciliar no Rio de Janeiro.

Paulo Costa revelou que, a pedido do marido de Gleisi, o então ministro Paulo Bernardo da Silva (à época na pasta do Planejamento), R$ 1 milhão foi destinado à campanha de Gleisi ao Senado, em 2010. A informação foi confirmada pelo doleiro Alberto Youssef, que detalhou quando e onde o dinheiro foi entregue à senadora petista. Paulo Bernado e Gleisi Hoffmann negam todas as acusações.

As investigações da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março do ano passado e que desmontou esquema criminoso iniciado no Governo Lula já é considerado maior esquema de corrupção que se têm notícia em todo o planeta, pois segundo denúncias, R$ 88 bilhões de reais foi o prejuízo dado à estatal do segundo mandato no Governo Lula até o primeiro mandato do Governo Dilma Rousseff.

Polêmicas

Não é a primeira vez que a senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann vem tendo condutas questionáveis em anos recentes. Desde 2013, processa dezenas de órgãos de imprensa que cobrem o caso de aliado do mesmo partido, Eduardo Gaievski acusado de dezenas de casos de estupro, na qual ela foi responsável pela nomeação numa pasta para comandar as políticas do Governo Federal para crianças e adolescentes, na qual até a prisão por estupro e pedofilia contra menores em 2013, era uns dos mais influentes políticos do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. A tentativa de fuga foi abortada após a denúncia do referido site que o denuncia alteração da biografia, mesmo tendo graves acusações e ter sido condenado em primeira instância judicial.

No ano passado (2014), gerou controversa por um vídeo gravado no próprio gabinete, disponibilizado no YouTube, no qual ela revelava ser ativa militante indiana de Brahma Kumaris (considerada por críticos ser seita religiosa) e que graças a essa proteção está com o corpo fechado. Apesar de estar disponível a poucos meses e com poucos acessos, o site Ucho decidiu divulgar. Após repercutir nas redes sociais, nos meios políticos e até policiais, o vídeo foi retirado do ar e hoje o vídeo é quase difícil de ser encontrado.

Fonte

Reportagem original
Esta notícia contém reportagem original de um Wikicolaborador. Veja a página de discussão para mais detalhes.

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