Bancada do PR no Senado passa para a oposição, anuncia líder do partido

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Agência Brasil

Blairo Maggi em 2003.
Dilma Rouseff em 2011.

14 de março de 2012

Brasília, DF, Brasil — Os senadores do PR, que até o ano passado faziam parte da base de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff no Congresso, decidiram hoje (14) passar para a oposição. Após reunião da bancada, o líder do partido, senador Blairo Maggi (PR-MT), anunciou que o governo não deve “contar com o PR como antes” e que os senadores “cansaram”.

O estopim para que o partido fosse para a oposição foi o fim das negociações com o governo sobre o comando do Ministério dos Transportes. Maggi disse que essa era a única pasta que interessava ao partido e que o governo “fechou as portas” quando decidiu que não entregaria o ministério novamente ao PR. Após uma reunião com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, esta tarde, o líder disse que as negociações foram encerradas e o PR decidiu dar o primeiro passo para o rompimento.

“Eu já disse a ela, nós comunicamos os líderes, que nós estamos neste momento na oposição. Não significa a oposição raivosa, sem responsabilidade. Tudo aquilo que for do interesse do país, que não seja só partidário, nós estamos aqui para apoiar”, declarou.

Segundo Maggi, a decisão é por enquanto atinge apenas a bancada no Senado. Segundo ele, os deputados do partido ainda irão definir se acompanharão os senadores e o assunto ainda será definido com o presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (PR-AM).

O PR já havia decidido deixar a base de apoio ao governo no ano passado, quando Nascimento deixou o cargo de ministro dos Transportes após denúncias de corrupção e favorecimento a aliados na pasta. Na época, o partido considerou que não recebeu apoio suficiente da presidenta Dilma Rousseff e não aceitou a escolha de Paulo Passos para ministro como sendo uma indicação do partido.

Desde então, o PR negociava o retorno ao governo e ao ministério. Segundo Maggi, as negociações não avançaram em torno de um nome depois que ele próprio não aceitou assumir a pasta por se considerar impedido pelos seus negócios. O governo também não chegou a oferecer outro ministério para o partido, de acordo com Maggi. Diante disso, os senadores entenderam que a presidenta Dilma não quer mais o PR fazendo parte de seu governo.

A decisão vem em um momento delicado para a articulação política do Palácio do Planalto. A presidenta trocou seus líderes na Câmara e no Senado e o novo líder, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), tem ainda a tarefa de unir seu próprio partido em apoio ao governo. Braga esteve reunido com Maggi e Nascimento momentos antes do anúncio feito por Maggi sobre a bancada do PR no senado deixar de integrar a base aliada.

Na Câmara[editar]

Mesmo com a decisão da bancada do PR no Senado de deixar a posição de independência em relação ao governo e caminhar para a oposição, a bancada na Câmara continua na posição de independência. “Por hora, mantemos em uma posição de independência ao governo”, disse o líder do partido, deputado Lincoln Portela (MG).

O líder informou que na próxima terça-feira (20), às 16 horas, vai reunir a bancada do partido para ouvir os “sentimentos dos deputados em relação ao governo”. Portela disse, ainda, que até lá vai conversar com os senadores sobre a posição adotada por eles hoje. O líder informou que é prematuro dizer qual será a posição a ser adotada pela bancada na Câmara.

Fontes[editar]

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