Atleta búlgaro Galabin Boevski é condenado por tráfico internacional de drogas no Brasil

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3 de maio de 2012

Guarulhos, SP, Brasil — O atleta búlgaro de halterofilismo, Galabin Pepov Boevski, de 37 anos, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney de 2000 no levantamento de peso, foi condenado hoje a nove anos e quatro meses de prisão por tráfico internacional de drogas. A decisão foi anunciada pela 2ª Vara Federal em Guarulhos (município vizinho da capital São Paulo) e foi publicada hoje.

Para o Ministério Público Federal, não havia razão para que traficante abandonasse 9 quilos de cocaína em malas que seriam vendidas aleatoriamente. Na Europa, o quilo da cocaína é de US$ 70 mil e a quantia abandonada vale cerca de meio milhão de dólares. A juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Federal, afirmou em sua decisão que seria impossível o acusado não ter percebido o peso das bagagens na hora da compra.

Histórico

Em 1995, a Federação Internacional de Levantamento de Peso suspendeu o atleta búlgaro Galabin Boevski, após dar positivo em exame anti-doping.

Após fim da punição, Boevski conquistou dois campeonatos mundiais (1999 e 2001) e três europeus (1999, 2002 e 2003), além do ouro olímpico (2000). Boevski foi suspenso novamente pela Federação Internacional de Levantamento de Peso em 2004 por oito anos após dar positivo em exame anti-doping. Foi a segunda vez que ele cometeu infração por doping.

Em 24 de outubro do ano passado, o búlgaro foi preso em flagrante no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ao tentar embarcar para a Madri (capital da Espanha) com 9 quilos de cocaína, a droga estava camuflada nas três malas.

No interrogatório, Galabin alegou inocência que estava no Brasil para acompanhar a filha, que participava do torneio de tênis, que havia comprado as malas no país e que os entorpecentes já estavam escondidos na bagagem, deixadas por alguém na loja em que as adquiriu ou no hotel em que estava hospedado.

No processo, repetiu as alegações no interrogatório, que mesmo assim, a Justiça rejeitou. Procurados pela imprensa brasileira, os advogados do atleta anunciaram que apelarão da sentença.

Fontes

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