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Ativista da flotilha diz que Israel os tratou como animais; Tel Aviv deportou mais de 130 pessoas

De Wikinotícias

4 de outubro de 2025

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Nesse sábado (4), cerca de 137 ativistas detidos por Israel durante a flotilha Global Sumud, que buscava enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, chegaram à Turquia após serem deportados.

Após chegarem ao aeroporto de Istambul, os ativistas Hazwani Helmi, 28, da Malásia, e Windfield Beaver, 43, dos Estados Unidos, relataram à agência Reuters que foram maltratados pelas forças israelenses.

Relataram que a sueca Greta Thunberg teria sido obrigada a usar uma bandeira israelense na prisão de Ktzi'ot, localizada no deserto de Negev, próximo à fronteira com o Egito, para onde os ativistas foram conduzidos.

"Foi um desastre. Eles nos trataram como animais", afirmou Helmi. De acordo com ela, os presos não foram alimentados nem receberam água potável, e seus medicamentos e itens pessoais foram confiscados.

Beaver declarou que Greta foi "tratada de maneira terrível" e "usada como propaganda". O governo de Israel publicou várias vezes nas redes sociais fotos da sueca, afirmando que todos os ativistas estavam seguros e saudáveis.

A flotilha Global Sumud ("resiliência" em árabe) partiu de Barcelona em setembro com a missão de fornecer assistência a esta região palestina que, de acordo com a ONU, enfrenta uma grave crise de fome.

No entanto, Israel a interceptou, impondo um bloqueio naval ao redor da região, onde há quase dois anos enfrenta uma guerra contra o Hamas. Isso ocorreu após o ataque do movimento islamista palestino ao território israelense em 7 de outubro de 2023.

Israel prendeu mais de 400 indivíduos e deportou os primeiros detidos na sexta-feira. Dentre esses, 137 ativistas de 13 nações diferentes chegaram a Istambul no último sábado.

Fontes