Assessora diz à Polícia Federal do Brasil que 170 deputados participavam de fraude

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Segundo a assessora executivos da Planam entravam na Câmara com dinheiro escondido no paletó, na cueca e nas meias. Foto meramente ilustrativa.

14 de maio de 2006

Brasil

Maria da Penha Lino disse que 170 deputados federais eram pagos pela empresa Planam para aprovar emendas ao Orçamento. Maria é assessora do Ministério da Saúde e foi presa semana passada durante a Operação Sanguessuga.

A revelação de Maria da Penha foi feita na madrugada de terça-feira passada (9) nas dependências da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes em licitações na área da saúde. A assessora entrou em acordo com o Ministério Público Federal para receber os benefícios da delação premiada.

Segundo o advogado da assessora, Eduardo Mahon, Maria relatou que os deputados recebiam dinheiro em espécie de representantes da Planam. A empresa, que é do Mato Grosso, é especializada no fornecimento de aparelhos odontológicos e médicos.

O advogado disse que um motorista levava os donos da Planam até a garagem do Congresso Nacional. "Na garagem pegavam malas, colocavam [o dinheiro] no paletó, nas meias, nas cuecas", declarou o advogado Eduardo Mahon. Da garagem eles partiam em direção à Câmara, onde visitavam os gabinetes dos deputados.

De acordo com Maria da Penha há um livro-caixa da Planam que comprovaria a suposta participação de parlamentares no esquema ilícito. No documento estariam os nomes dos deputados, os valores pagos, as emendas, os valores liberados e os equipamentos para serem comprados.

Ver também

Fontes

Atualizado em 28 de junho de 2006 por Carlosar. Acrescentada a categoria "Sanguessugas".. Para maiores informações veja o histórico.