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Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos avaliam entrar na guerra contra o Irã

De Wikinotícias

25 de março de 2026

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Nessa terça (24), de acordo com várias fontes informadas sobre a situação, os principais vizinhos árabes do Irã no Golfo estão avaliando a possibilidade de se envolver na guerra entre Estados Unidos e Israel contra Teerã. Essa decisão pode ser influenciada caso o Irã ataque sua infraestrutura vital.

Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, as potências mais influentes do Golfo, estão perdendo a paciência com os ataques iranianos, que já afetaram portos, instalações de energia e aeroportos, afirmaram fontes que pediram anonimato para se expressar livremente. Mesmo assim, eles afirmam que esses países só entrarão no conflito se Teerã cumprir a ameaça de atacar as principais infraestruturas de energia e água do Golfo — uma linha vermelha elevada, de acordo com eles.

Segundo essas fontes, a maioria dos estados do Golfo está seguindo nessa direção, com algumas exceções, como Omã, que busca manter seu papel de mediador. Ainda assim, eles hesitam em se envolver no conflito, pois temem que o Irã possa aumentar os ataques contra eles. Há também o receio de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faça um acordo com Teerã, deixando-os desamparados diante de um regime ferido e furioso, afirmou um diplomata europeu na região.

Segundo as fontes, muitos governos temem que isso possa ocorrer mesmo que não se envolvam diretamente no conflito.

A guerra transformou radicalmente a relação do Irã com seus vizinhos árabes sunitas. A fim de evitar o tipo de conflito que agora se desenrola, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos dedicaram a maior parte dos últimos cinco anos a tentar estabilizar suas relações com a República Islâmica, um regime teocrático xiita que consideram há muito empenhado em expandir sua ideologia e influência pelo restante da região.

Contudo, eles só se envolveriam efetivamente no conflito se o Irã concretizasse suas ameaças de atacar instalações vitais, como usinas de energia ou centros de dessalinização, das quais a população desses países necessita para obter água potável.

Desde o início do conflito contra os Estados Unidos e Israel, no final de fevereiro, o Irã tem conduzido ataques de retaliação contra vários países do Golfo. Teerã considera que os Estados Unidos são alvos legítimos no conflito por conta de suas bases militares em países vizinhos. Até agora, de acordo com a agência, o Irã já disparou quase 5 mil mísseis e drones contra nações do Golfo.

Um fator agravante nessa situação é que os projéteis iranianos têm atingido áreas civis, como aeroportos, hotéis de luxo e edifícios residenciais. Recentemente, os ataques do Irã a refinarias de petróleo aumentaram.

O medo de que alguns países do Golfo possam entrar na guerra aumentou nos últimos dias devido a um novo desacordo entre os Estados Unidos e Irã sobre ataques a infraestruturas energéticas e críticas. No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bombardear usinas de energia iranianas se Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas. O regime iraniano respondeu ameaçando atacar instalações vitais dos países do Golfo caso isso ocorresse.

Até agora, Trump não atacou essas estruturas iranianas, mesmo após o prazo de 48 horas ter expirado. Na segunda-feira, ele declarou que prorrogou a suspensão desses ataques por mais cinco dias, pois seu governo está em tratativas com o Irã para encerrar a guerra, negociações essas que, segundo ele, estão progredindo muito bem. Contudo, o Irã negou várias vezes estar em negociações com Washington.

Fontes