Aquecimento global pode causar furacões cada vez mais perto da Linha do Equador, inclusive no Brasil
30 de novembro de 2025

Apesar da ausência do Efeito Coriolis na Linha do Equador, a possibilidade de furacões começarem a se formar em latitudes menores de 5º, o que era raro, pode ser algo cada vez mais possível. Isso ao menos é o que acreditam cientistas da Indonésia ligados ao Research Center for Climate Change (RCCC) que dias atrás analisaram a formação do raro ciclone tropical Senyar à altura da latitude da cidade de Ayer Tawar, que é 4,17º N. "Isso ressalta a necessidade de reavaliar pressupostos antigos sobre os riscos de ciclones", escreveram eles.
"O aumento da temperatura global da superfície do mar, associado às mudanças climáticas, pode estar expandindo as zonas de formação de ciclones tropicais em direção a latitudes mais equatoriais", diz o texto divulgado, adicionando que, além da intensidade, "a distribuição da formação de ciclones podem mudar nos próximos anos".
O Efeito Coriolis é causado pela rotação da Terra e é o responsável por desviar as massas de ar e fazer com que as tempestades girem. No Equador, essa força é muito fraca ou inexistente, e sem essa rotação, não há furacões (ciclones tropicais).
No Brasil, os estados cujas costas marítimas ficam mais próximas a Linha do Equador são Amapá, Pará, Maranhão, Piauí e Ceará - e, teoricamente, seriam estes então os estados mais propensos a serem atingidos por furacões que se formassem em latitudes de cerca de 4º a norte ou sul do Equador.

