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Após ser atacado pelos Estados Unidos, líder supremo do Irã reaparece em público

De Wikinotícias

5 de julho de 2025

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Nesse sábado (5), o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, líder supremo do Irã, fez uma aparição pública hoje em uma cerimônia religiosa realizada em Teerã, capital iraniana. Trata-se da primeira aparição dele desde o cessar-fogo com Israel, ocorrido em 24 de junho. Ele esteve presente na cerimônia que celebrou mais um aniversário da morte de Imam Hussein, neto do profeta Maomé, ocorrido no ano de 680. Um vídeo transmitido pela televisão estatal mostra Khamenei saudando os fiéis.

Durante o conflito entre Irã e Israel, Khamenei permaneceu por dias em um bunker. De acordo com o jornal The New York Times, ele apenas usava aplicativos de mensagens, com medo de ser rastreado. O líder iraniano perdeu muitos assistentes durante o conflito. Em um período de quatro dias, Israel declarou ter eliminado dois líderes do Estado-Maior do Irã. Além deles, outros altos oficiais também perderam a vida no agravamento do conflito entre os dois países.

A última vez que o aiatolá foi visto foi no final de junho, por meio de uma mensagem de vídeo pré-gravada. No vídeo, ele declarou que o ataque dos Estados Unidos às instalações nucleares do país não resultou em "nada significativo". Os ataques atingiram as usinas de Isfahan, Natanz e Fordow. A ofensiva dos Estados Unidos foi uma reação ao ataque do Irã a Israel.

De acordo com a emissora de televisão americana CBS, Israel tinha a intenção de matar Khamenei, mas Trump impediu a execução do plano. Em seguida, o presidente afirmou que os Estados Unidos e Israel não tinham a intenção de matar o aiatolá, porém os planos poderiam ser alterados conforme o desenrolar do conflito entre as nações. Na entrevista concedida à ABC News em junho, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que eliminar o líder supremo do Irã "acabaria com o conflito" entre os dois adversários históricos.

De acordo com autoridades dos dois países, os ataques aéreos entre as nações duraram 12 dias, resultando em 935 mortes e 5.332 feridos do lado iraniano, enquanto do lado israelense foram 28 mortes e 3.238 feridos. Os Estados Unidos também se envolveram no conflito no dia 21 de junho, realizando um ataque às instalações nucleares iranianas. Ali Khamenei proclamou vitória sobre Israel e Estados Unidos, minimizando danos, enquanto Trump afirmou que o programa nuclear iraniano foi "obliterado".