Após ministro Barroso dizer que Bolsonaro avilta democracia, presidente pede conselho a Temer e se retrata

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9 de setembro de 2021

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Após criticas de autoridades, inclusive de políticos aliados, e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, fazer duras críticas esta manhã aos últimos discursos antidemocráticos de Bolsonaro no dia 7 passado, nos quais este voltou a atacar o sistema eleitoral e o STF, o presidente conversou com Michel Temer, que é advogado, após o que emitiu uma nota oficial esta tarde se retratando de suas falas.

O texto inicia com "nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes", continuando, linhas depois, com "quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum". Bolsonaro também enfatizou que reitera seu "respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país".

Como justificativa para o "calor do momento", Bolsonaro disse na nota que estão suas "divergências decorrentes de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news".

Já Barroso, horas antes havia dito que "já começa a ficar cansativo, no Brasil, ter que repetidamente desmentir falsidades, para que não sejamos dominados pela pós-verdade, pelos fatos alternativos, para que a repetição da mentira não crie a impressão de que ela se tornou verdade. É muito triste o ponto a que chegamos". Ele também falou que quando o "debate é contaminado por discursos de ódio, campanhas de desinformação e teorias conspiratórias infundadas, a democracia é aviltada", e que dentro do atual cenário mundial de populismo, extremismo e autoritarismo, há uma "tentativa de desacreditar o processo eleitoral".

Bolsonaro foi alertado por autoridades que poderia sofrer processo de impeachment por crime de responsabilidade.

Fontes

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