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Após cúpula em Chipre, União Europeia pede reabertura imediata do Estreito de Ormuz e descarta alívio das sanções contra o Irã

De Wikinotícias

26 de abril de 2026

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Nessa sexta (24), o presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou que a reabertura sem restrições do Estreito de Ormuz é "vital" para o mundo. A declaração foi feita após conversas entre os líderes da União Europeia (UE) e seus homólogos do Egito, Síria e Líbano, em Chipre.

"O Estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente, sem restrições e sem cobrança de pedágio, em pleno respeito ao direito internacional e ao princípio da liberdade de navegação", declarou Costa, e que "isso é vital para o mundo inteiro".

Os líderes da União Europeia se afastaram do pedido do chanceler alemão, Friedrich Merz, para que o bloco reduzisse as sanções contra o Irã como parte de um acordo de cessar-fogo. Merz sugeriu que a União Europeia estava aberta a reduzir as sanções de forma gradual, caso um acordo completo fosse estabelecido.

"O alívio das sanções pode fazer parte de um processo", afirmou o chanceler após a cúpula.

No entanto, os líderes europeus consideraram a ação precipitada. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a redução das sanções "deveria ser condicionado à verificação da desescalada", além de "uma mudança na repressão ao próprio povo [do Irã]".

Em nota, o bloco enfatizou que a principal prioridade é garantir a segurança da navegação na região e prevenir novos impactos econômicos. Para a União Europeia, os recentes cessar-fogos entre as nações envolvidas no conflito podem ser um primeiro passo para a paz, contanto que todas as partes se comprometam.

"Os recentes cessar-fogos — entre os Estados Unidos e o Irã, Israel e o Líbano — são desenvolvimentos bem-vindos. Agora, todas as partes devem se empenhar de boa-fé para alcançar a paz. A União Europeia não faz parte do conflito, mas fará parte da solução", declarou o bloco. A União Europeia também está considerando o estabelecimento de uma missão internacional para assegurar a segurança na área, contando com o apoio de mais de 50 nações, sob a liderança da França e do Reino Unido.

Fontes