Angola tem a maior taxa de extinção de empresas do mundo, diz economista

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28 de novembro de 2020

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Angola vai registar pelo quinto ano consecutivo taxas de crescimento negativas, prevendo até ao final deste ano uma recessão de cerca de 3,3% e para 2021 uma taxa global de crescimento nula.

Esta é, pelo menos a previsão do Orçamento Geral do Estado para o próximo ano, aprovado apenas pelo partido no poder, MPLA, cuja discussão teve início esta semana.

O documento aprovado pelo MPLA, elaborado num período de grande incerteza, e a refletir cinco anos de recessões, apresenta receitas estimadas e despesas fixas de 14,78 biliões de kwanzas.

As previsões de crescimento positivo para 2021 foram descartadas pela pandemia e o prognóstico de uma taxa de crescimento nula não ajudam a economia angolana.

Todos estes cenários têm sido usados como motivação para as manifestações que têm como epicentro, o descontentamento dos jovens, como sendo a maioria da população activa e as principais vítimas da crise no país.

A taxa de desemprego em Angola aumentou no terceiro trimestre do corrente ano para 34%, 1,3 pontos percentuais em relação aos três meses anteriores e 3,9 pontos percentuais face ao período homólogo, segundo contabilizou o Instituto Nacional de Estatística de Angola.

A onda de manifestações em algumas províncias do país são o reflexo do desespero que envolve vários sectores da sociedade angolana.

Eduardo dos Santos, foi considerado por alguns sectores mais radicais, como não tendo sido inclusivo e não indicou soluções que satisfazem as preocupações da juventude.

"As famílias e as empresas são outras vítimas do actual contexto de crise que a economia angolana vive nos últimos cinco anos. Todas as semanas são anunciadas mortes de empresas, traduzindo a imagem de um país com o maior índice de mortalidade das empresas no mundo", afirma o economista José Severino.

Fontes

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