Analistas e políticos angolanos exigem inquérito à Sonangol

21 de setembro de 2020

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit
Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

Agência VOA

As recentes denúncias de corrupção na empresa petrolífera angolana Sonangol, que também está a ser investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na sequência do caso "São Vicente", levam políticos e analistas a exigirem uma auditoria à empresa.

Eles afirmam ter chegado a hora de desvendar vários casos de corrupção na maior empresa angolana.

Lindo Bernardo Tito, deputado independente, entende que vários dirigentes do MPLA tornaram-se milionários com dinheiro retirado da Sonangol, fato que, por si só, para ele, exige uma investigação.

Tito diz também que por isso o MPLA usa a sua maioria parlamentar para impedir a criação de qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O politólogo Agostinho Sicato considera ser imperiosa a criação de uma CPI à Sonangol "porque só assim se pode auditar melhor as contas, face aos grandes escândalos que vão se registando".

A mesma opinião tem o jurista Manuel Pinheiro quem, no entanto, alerta para o fato de não ser possível uma CPI em virtude da oposição estar em minoria.

"Se houver interesse para investigar tudo quanto se passou na Sonangol, temos o Tribunal de Contas, a IGAI e a Procuradoria-Geral da República, que têm condições para uma investigação", acrescenta.

Quem defende também investigação à Sonangol é Adalberto Costa Júnior, presidente da UNITA, para quem "é urgente que estas investigações se façam, é urgente que a CPI seja criada".

Nos últimos dias, várias denúncias de corrupção na Sonangol foram tornadas públicas, particularmente pela antiga presidente do Conselho de Administração da empresa, Isabel dos Santos, e pelo líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior.

Fonte