Amigos e parentes lamentam vítima de atirador que atacou prédio judaico em Seattle

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1 de agosto de 2006

Ontem, segunda-feira (31 Jul), em Bellevue, Washington, centenas de pessoas participaram do funeral de Pamela Waechter, 58 anos, vítima de um muçulmano que na sexta-feira passada (28) efetuou tiros dentro de uma organização judaica, em Seattle, nos Estados Unidos.

A Federação Judaica participou da organização de uma passeata ocorrida há duas semanas de apoio a Israel na sua resistência contra o grupo terrorista Hizbollah.

Pamela Waechter, 58 anos, morreu na hora depois que Naveed Afzal Haq, 31, por volta das 16h invadiu o prédio da Federação Judaica da Grande Seattle e começou a atirar com duas pistolas semi-automáticas. Segundo as testemunhas, pouco antes de efetuar os disparos ele teria gritado: "Sou um muçulmano americano, eu estou bravo com Israel".

Um outro funeral ocorreu simultaneamente na cidade de Minneapolis, cidade natal de Waecheter. Ela foi criada como luterana, mas converteu-se ao judaísmo depois que se casou e mudou-se para Seattle em 1979, onde tornou-se uma líder da comunidade judaica local.

Os pais do atirador expressaram suas condolências e disseram que aquilo que o filho fez é contrário aos valores muçulmanos.

Além da vítima fatal outras cinco mulheres, com idade entre 23 e 43 anos, foram atingidas, inclusive uma que estava grávida. Esta foi atingida no antebraço quando tentava proteger a barriga. Ela não corre risco de vida. Segundo um boletim médico do hospital, três das vítimas estavam em estado grave.

O advogado de Afzal Haq disse que seu cliente tem problemas psicológicos e sofre de transtorno bipolar.

As autoridades consideram o caso como um crime de ódio. Segundo o FBI, o atirador agiu sozinho. Naveed Afzal Haq foi indiciado por homicídio e cinco tentativas de homicídio. A polícia acredita que ele pode ter usado a internet para encontrar um alvo judeu dentro da área de Seattle.

O crime ocorre poucos dias após uma liderança da Al Qaeda ter declarado uma "jihad mundial" contra Israel.

Segundo o Los Angeles Times, amigos de Afzal Haq disseram que ele era uma pessoa de aparência melancólica e fonte de alguns embaraços para os pais, mas que não era violento, nem parecia ser fanático.

As autoridades reforçaram a segurança em sinagogas e mesquitas.

Fontes