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Alto funcionário descreve resposta dos Emirados Árabes Unidos aos ataques iranianos

De Wikinotícias

9 de março de 2026

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Enquanto partes do Golfo são atingidas por drones e mísseis iranianos, os Emirados Árabes Unidos garantem que estão protegendo seu território, ao mesmo tempo em que buscam impedir a propagação do conflito na região.

Em uma coletiva de imprensa para a Euronews e outros veículos de comunicação selecionados em Abu Dhabi, autoridades dos Emirados Árabes Unidos declararam que o país se preparou para a instabilidade muito antes do recente agravamento.

"Temos estado a preparar-nos. Não estamos à espera de uma guerra, mas estamos a preparar-nos para uma espécie de emergência, como a que estamos a enfrentar hoje. Os Emirados Árabes Unidos são um país que se prepara, e há muito tempo que nos estamos a preparar devido à nossa leitura da situação na região. Temos estado a preparar-nos em termos de reservas alimentares, em termos de instalações, etc.", afirmou um funcionário dos Emirados Árabes Unidos.

As observações proporcionam uma perspectiva única sobre como o país antecipou a possibilidade de uma crise regional mais extensa, mesmo mantendo seu compromisso diplomático com Teerã.

"Temos agido de uma forma muito, digamos, construtiva com o Irã, juntamente com outros países do CCG", afirmou o funcionário.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos anunciou que todos os 16 mísseis foram interceptados, com um 17º caindo no mar. Além disso, o ministério declarou ter interceptado a maior parte dos drones, porém quatro deles caíram em território dos Emirados Árabes Unidos. O ministério afirmou estar preparado para "enfrentar firmemente" as ameaças.

No início do domingo, o presidente do Irã ameaçou aumentar os ataques contra alvos americanos na região em resposta aos ataques constantes de Israel e dos Estados Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos não especificaram os locais dos ataques ocorridos no domingo em sua declaração.

No domingo, o Bahrein acusou o Irã de atacar uma usina de dessalinização, elevando as preocupações de que a infraestrutura civil poderia se tornar um alvo legítimo na guerra. Isso ocorreu enquanto o presidente iraniano prometia ampliar os ataques do país contra alvos americanos na região em resposta aos intensos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel.

No final da noite de domingo, um ataque israelense a uma instalação petrolífera resultou em fumaça cobrindo partes de Teerã, a capital iraniana, enquanto Israel intensificava os ataques no Líbano. O presidente Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeram continuar a campanha, que já dura nove dias, teve grande repercussão na região e parece não ter um fim próximo.

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