Aliados de Trump na OTAN resistem à guerra no Irã e ampliam desgaste com os Estados Unidos
31 de março de 2026
Os aliados de Donald Trump na OTAN estão aumentando a oposição em participar do conflito do presidente americano contra o Irã, aumentando a probabilidade de uma divisão ainda mais profunda em uma aliança militar que já enfrenta grande tensão.
Na segunda-feira, a Espanha bloqueou seu espaço aéreo para jatos americanos, enquanto a Itália negou permissão para que aeronaves militares dos Estados Unidos, com destino ao Oriente Médio, pousassem em uma base na Sicília, de acordo com uma fonte a par do assunto. Após uma reportagem sugerir que os Estados Unidos propuseram à Varsóvia o envio de um dos sistemas para fortalecer a defesa aérea no Oriente Médio, a Polônia declarou que não tem intenção de realocar suas baterias Patriot.
Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos expressou nas redes sociais sua insatisfação com a decisão da França de não permitir que aviões carregados de suprimentos militares utilizassem seu espaço aéreo. "Os Estados Unidos vão LEMBRAR", afirmou Trump.
Desde que os Estados Unidos e Israel começaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, os líderes europeus têm tentado manter uma postura cautelosa. Eles buscam evitar antagonizar o comandante-em-chefe americano, enquanto tentam impedir que ele interfira no esforço de guerra da Ucrânia contra a Rússia. Após inicialmente negarem o pedido de Trump por apoio para assegurar a travessia pelo Estreito de Ormuz, os europeus finalmente concordaram com a ideia de criar uma coalizão para garantir a liberdade de navegação na rota estratégica, porém somente após o término dos combates mais intensos.
Se Donald Trump determinar que os soldados americanos tomem o urânio iraniano, eles não estarão enfrentando insurgentes ocultos entre a população civil nem terroristas que agem nas sombras.
Em vez disso, estarão lidando com um adversário inédito para as forças armadas americanas em uma geração: um exército estruturado com centenas de milhares de combatentes dispostos a morrer em defesa de sua pátria, considerando isso seu principal objetivo.
As forças especiais americanas enfrentariam diversos desafios, sendo o exército de Teerã apenas um deles, após o Irã ter se preparado por quatro décadas e investido bilhões de dólares contra uma possível invasão terrestre dos Estados Unidos.
Fontes
- ((pt)) Aliados de Trump na Otan resistem à guerra no Irã e ampliam desgaste com os EUA — InfoMoney, 31 de março de 2026
- ((en)) How Iran plans to fight US troops if Trump invades — Telegraph, 31 de março de 2026


