Aliados aprovam força multinacional na Ucrânia pós-trégua
6 de janeiro de 2026
Nessa terça (6), durante a cúpula em Paris, os líderes estabeleceram um conjunto de garantias de segurança que inclui presença militar terrestre, marítima e aérea em um possível cessar-fogo para prevenir uma nova ofensiva russa. Após quase quatro anos de conflito, um conjunto de aliados da Ucrânia concordou, com um conjunto de garantias internacionais de segurança para prevenir possíveis futuras agressões russas contra Kiev.
Em Paris, líderes europeus e canadenses se reuniram com representantes dos Estados Unidos e altos funcionários da União Europeia e da Otan para traçar estratégias de proteção para a Ucrânia após um possível cessar-fogo. Na cúpula, estiveram presentes representantes de mais de 30 nações. Os participantes estabeleceram como a dissuasão poderia ser aplicada na prática.
As alternativas englobam a manutenção do suporte militar e a eventual presença de forças multinacionais. De acordo com o presidente francês Emmanuel Macron, essa força deve "proporcionar uma garantia no dia seguinte ao cessar-fogo. No entanto, sua implementação real depende não só de um cessar-fogo, mas também da aprovação interna da proposta nos países envolvidos".
Na cúpula, cinco prioridades a serem tratadas após os combates foram estabelecidas: monitorar um cessar-fogo; apoiar as forças armadas ucranianas; implantar uma força multinacional em terra, no mar e no ar; definir uma resposta caso a Rússia ataque novamente; e estabelecer uma cooperação de defesa de longo prazo com a Ucrânia.
Os países concordaram que as forças armadas da Ucrânia continuariam sendo a "primeira linha de defesa e dissuasão", com parceiros comprometendo-se a fornecer apoio militar e armamentos de longo prazo, mesmo após o término dos combates.
Aproximadamente 30 autoridades europeias, apoiadoras de Kiev, e representantes americanos encontram-se em Paris com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para debater as garantias de segurança para a Ucrânia em caso de um cessar-fogo, quase quatro anos após o início da invasão russa.
O projeto, que de acordo com fontes diplomáticas ainda pode ser modificado, declara que estão "dispostos" a oferecer à Ucrânia "garantias política e juridicamente vinculativas que serão ativadas quando um cessar-fogo entrar em vigor" com a Rússia for estabelecido.
"Haverá um sistema contínuo e confiável de supervisão do cessar-fogo. Será dirigido pelos Estados Unidos com participação internacional", enfatiza o esboço da declaração.
A força multinacional que seria mobilizada após um cessar-fogo também daria "medidas de garantia no ar, no mar e em terra" a Kiev e asseguraria a "regeneração das Forças Armadas da Ucrânia", complementa.
"Estes elementos serão conduzidos pela Europa", detalha o documento. Nesse contexto, os Estados Unidos se comprometem a apoiar a força multinacional em favor da Ucrânia "em caso de ataque" russo no futuro.
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Aliados aprovam força multinacional na Ucrânia pós-trégua — Universo Online, 6 de janeiro de 2026
- ((pt)) EUA promete apoiar força multinacional para Ucrânia “em caso de ataque” russo — Correio do Povo, 6 de janeiro de 2026

