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Alemanha se envolve diretamente na guerra da Ucrânia, diz chanceler russo

De Wikinotícias

28 de maio de 2025

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Nessa quarta (28), o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que os planos da Alemanha de criar mísseis de longo alcance em colaboração com a Ucrânia, além do fornecimento de tanques para Kiev, evidenciam que o país já está envolvido na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Lavrov declarou a um jornalista de uma emissora estatal russa que as decisões de Berlim estão "aumentando a tensão", acrescentando que espera que "políticos responsáveis" na Alemanha "tirem a conclusão correta e parem com a loucura".

Nesta quarta-feira (28), o chanceler alemão, Friedrich Merz, anunciou juntamente com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Berlim, que a Alemanha e a Ucrânia têm a intenção de impulsionar a produção industrial de mísseis de longo alcance em conjunto. Merz também declarou que o governo da Alemanha não estabelecerá qualquer restrição de alcance para os mísseis.

"As recentes declarações do novo chanceler alemão, o senhor Merz, que prometeu fazer da Alemanha, nas suas palavras, a principal potência militar da Europa, são muito preocupantes", afirmou Lavrov durante uma coletiva de imprensa em Moscou.

"Muitos pensaram imediatamente nos períodos do século passado em que a Alemanha se tornou duas vezes a principal potência militar, e nos infortúnios que isso trouxe", complementou.

Lavrov se refere às declarações recentes do chanceler alemão, que assegurou que Berlim assumirá a liderança na defesa da Europa, prometendo equipar a Alemanha com o "exército mais poderoso da Europa".

A Alemanha implementou pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial uma força militar permanente fora do território nacional, instalando uma unidade de blindados na Lituânia, com um efetivo de cinco mil soldados até 2027.

As críticas surgiram após o ministro das Relações Exteriores da Alemanha ter anunciado, na segunda-feira, que a Alemanha deixou de solicitar à Ucrânia que não empregasse armas alemãs contra alvos militares russos. Merz declarou: "Já não há limites de alcance para as armas fornecidas à Ucrânia. Nem pelos britânicos, nem pelos franceses, nem por nós. Nem pelos norte-americanos".

Fontes