Ir para o conteúdo

Agência ambiental dos Estados Unidos afasta 144 funcionários por carta contra Trump

De Wikinotícias

3 de julho de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nessa quinta (3), a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos demitiu 144 funcionários que assinaram uma carta denunciando o governo Trump por politizar a agência. Os funcionários que assinaram a carta foram colocados em licença administrativa por duas semanas.

De acordo com o e-mail enviado pela agência aos funcionários, eles continuarão a receber seus salários durante esse tempo. Uma investigação interna foi iniciada para esclarecer o incidente. A agência afirma que o governo foi escolhido pelo povo e suas escolhas precisam ser acatadas.

Em um e-mail ao New York Times, a secretária de imprensa do órgão, Brigit Hirsch, afirmou: "A Agência de Proteção Ambiental tem uma política de tolerância zero para com os burocratas de carreira que ilegalmente minam, sabotam e enfraquecem a agenda do governo eleito pelo povo deste país em novembro passado". Advogados dos trabalhadores acusaram Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de violar a Primeira Emenda.

Segundo advogados, funcionários e ex-funcionários da agência entrevistados pelo jornal, o republicano estaria desrespeitando o direito à liberdade de expressão dos funcionários que assinaram o documento ao removê-los de suas posições. Segundo o sindicato, as ações da agência foram "claramente um ato de retaliação". A afirmação é de um porta-voz da Federação Americana de Funcionários Públicos, que representa mais de 8.000 funcionários da agência estatal.

Com mais de 200 assinaturas de funcionários atuais e antigos, além de apoiadores, a carta denuncia o diretor da Agência de Proteção Ambiental, Lee Zeldin, por implementar políticas prejudiciais ao público e ao meio ambiente. "As decisões do governo atual contradizem com frequência as pesquisas revisadas por especialistas e as recomendações dos especialistas da agência", enfatiza o texto.

"Essa contradição mina a reputação da EPA como autoridade científica de confiança", e essas ações "colocam em risco a saúde pública e corroem o progresso científico, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo", afirma a carta. "O consenso científico está sendo ignorado em benefício dos poluidores", também afirma.