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Acionistas da Warner Bros aprovam a aquisição pela Paramount

De Wikinotícias

24 de abril de 2026

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Nessa quinta (23), os acionistas aprovaram uma megafusão entre Warner e Paramount, aproximando-se do final um acordo que pode transformar significativamente Hollywood e a indústria de mídia como um todo.

De acordo com uma contagem inicial de votos realizada nesta quinta-feira, a grande maioria dos acionistas da Warner Bros. Discovery aprovou a venda de toda a empresa para a Paramount por US$ 31 por ação, totalizando US$ 81 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 402 bilhões. Considerando as dívidas, a avaliação do negócio chega a quase US$ 111 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 551 bilhões.

A Paramount, sob o controle da Skydance, tem interesse em adquirir a Warner na íntegra. Isso implica que HBO Max, filmes cult como "Harry Potter" e até a CNN podem, em um futuro próximo, estar sob o mesmo teto da CBS, "Top Gun" e do serviço de streaming Paramount+. A aprovação dos acionistas eleva a chance de que isso se realize.

No entanto, o acordo ainda está sujeito a análises regulatórias em curso, incluindo uma realizada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A Warner afirmou que espera finalizar a operação em algum momento do terceiro trimestre fiscal.

No final do ano passado, a Warner recusou as propostas da Paramount para firmar um acordo de US$ 72 bilhões com a Netflix, que incluía estúdios e streaming. Por outro lado, a Paramount fez uma oferta hostil aos acionistas para adquirir a empresa inteira, incluindo o negócio de TV a cabo que a Netflix não desejava.

Durante meses, as três empresas competiram pelo contrato. O conselho da Warner chegou a apoiar publicamente a proposta da Netflix, porém a Paramount acabou se sobressaindo ao fazer uma oferta mais elevada. Como resultado, a Netflix decidiu não prosseguir com a negociação.

A fusão em potencial combina dois dos principais estúdios tradicionais de Hollywood, além de fortalecer plataformas de streaming e importantes operações de jornalismo televisivo nos Estados Unidos.

Em contrapartida, profissionais da indústria, como atores, diretores e roteiristas, se opuseram veementemente ao acordo. Em uma carta pública com mais de 3 mil assinaturas, eles alertam sobre o perigo de demissões, diminuição de oportunidades e redução da diversidade de conteúdo.

Fontes