A descoberta da tecnologia da água pode finalmente lidar com os 'químicos para sempre', dizem cientistas
1 de janeiro de 2026
Os PFAS estão em toda parte hoje em dia, e é exatamente esse o problema.
Também conhecidos como "químicos eternos", os PFAS são usados há décadas porque resistem ao calor, à gordura e à água. No entanto, uma vez que entram no ambiente, tendem a ficar por muito tempo, aparecendo na água, no solo e no ar.
No entanto, uma equipe de pesquisa da Universidade Rice revelou como construiu um sistema capaz de enfrentar as duas partes incômodas do problema dos PFAS ao mesmo tempo.
O que supostamente é tão bom nesse avanço, dizem os cientistas, é que ele pode reter os PFAS extremamente rapidamente e, depois, pode decompô-los, em vez de deixar você com um filtro gasto que ainda contém os mesmos produtos químicos tóxicos.
Muitos métodos de limpeza existentes já dependem da adsorção, que é onde os PFAS aderem a materiais como carvão ativado ou resinas de troca iônica. Embora esse método seja amplamente utilizado, ele pode ser lento, os materiais podem se encher rapidamente e frequentemente gera mais resíduos contaminados que ainda precisam ser manuseados.
"Os métodos atuais para remoção de PFAS são muito lentos, ineficientes e geram resíduos secundários", disse Michael S. Wong, professor da Rice University.
Os pesquisadores também disseram que a abordagem deles é diferente porque foi projetada para ser rápida e reutilizável, em vez de um filtro que faz uma vez só.
O componente chave por trás desse novo sistema é que ele é um material de duplo hidróxido em camadas, feito de cobre e alumínio. A equipe de pesquisa afirma que uma versão dele, contendo nitrato, capturou PFAS com desempenho extremamente alto em comparação com outros materiais testados.
"Para minha surpresa, esse composto de LDH capturou PFAS mais de 1.000 vezes melhor do que outros materiais", disse Youngkun Chung, autor principal do estudo. "Também funcionou incrivelmente rápido, removendo grandes quantidades de PFAS em minutos, cerca de 100 vezes mais rápido que os filtros de carvão comerciais."
Os pesquisadores testaram em água de rio, água da torneira e esgoto, e relataram que ele continuou funcionando em todos os três. Eles também testaram tanto em água parada quanto em condições de fluxo contínuo, o que importa se você estiver pensando em sistemas de tratamento reais e não em béqueres de laboratório.
Após a captura, a equipe usou calor com carbonato de cálcio para decompor os PFAS do material. Isso, segundo eles, ajudou a remover mais da metade dos PFAS presos sem liberar outros subprodutos tóxicos. Além disso, a mesma etapa também regenerava o material para que pudesse ser usado novamente.
De acordo com os primeiros testes dos cientistas, o novo sistema poderia passar por pelo menos seis ciclos completos de captura e quebra, o que, segundo eles, o torna uma plataforma prática em vez de uma solução de uso único.
O próximo passo óbvio é sobre escala e se ela continua funcionando da mesma forma fora dos ensaios clínicos. No entanto, a boa notícia é que os resultados sugerem um caminho para um tratamento mais rápido de PFAS sem simplesmente transferir a poluição para outro fluxo de resíduos.
Fontes
- Water technology discovery could finally deal with toxic 'forever chemicals', say scientists Meteored
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