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A campanha ineficaz de Trump para garantir o Prêmio Nobel da Paz

De Wikinotícias

8 de outubro de 2025

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A campanha de alto nível do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para garantir o Prêmio Nobel da Paz em 2025 atraiu intenso escrutínio e ceticismo generalizado. Observadores na Noruega e em outros lugares consideram sua campanha ineficaz, até mesmo contraproducente.

Trump reivindicou publicamente sucessos na resolução de guerras e na mediação de cessar-fogo — esforços que, segundo ele, o tornam digno do prêmio.

Ele também pressionou autoridades e buscou indicações de líderes estrangeiros, como o primeiro-ministro israelense Netanyahu.

No entanto, especialistas do Nobel alertam que essa autopromoção pode ter um efeito contraproducente: o comitê norueguês preza a independência e desconfia de campanhas de influência.

Críticos argumentam que a retórica e as políticas de Trump — como a retirada de acordos internacionais ou o alinhamento com atores divisivos — minam os valores fundamentais de construção da paz que o prêmio representa.

Em uma pesquisa do Washington Post, 76% dos americanos disseram que ele não merece o prêmio.

Esta não é a primeira vez que uma figura proeminente faz campanha pelo reconhecimento do Nobel. A história mostra que os indicados anteriores que fizeram lobby agressivamente muitas vezes não conseguiram persuadir os comitês de seleção, que gravitam em direção a esforços de paz multilaterais e sustentados em vez de reivindicações transacionais ou dramáticas.

No caso de Trump, a maioria dos especialistas vê sua campanha menos como uma candidatura séria e mais como um gesto simbólico — um gesto improvável de mudar de rumo em Oslo.