A China agora supera os EUA em índice de aprovação global

8 de abril de 2026
Pesquisas globais recentes sugerem uma mudança notável na forma como os países são percebidos em todo o mundo, com a China agora ligeiramente à frente dos Estados Unidos em aprovação de sua liderança. De acordo com uma pesquisa Gallup de 2025, abrangendo mais de 130 países, a China alcançou uma taxa média de aprovação de 36%, em comparação com 31% para os EUA — a maior diferença em quase duas décadas.
Essa mudança parece ser impulsionada menos por um aumento no entusiasmo pela China e mais pela queda na confiança na liderança dos EUA. A aprovação dos Estados Unidos caiu drasticamente de 39% em 2024 para 31% em 2025, enquanto a desaprovação subiu para níveis recordes. Em contraste, os índices de aprovação da China melhoraram modestamente, sugerindo uma mudança relativa, e não absoluta, na opinião global.
Outras pesquisas reforçam essa tendência. Um estudo do Conselho Europeu de Relações Exteriores constatou que muitos países esperam que a influência global da China cresça, enquanto a confiança na liderança dos EUA — especialmente entre os aliados tradicionais — enfraqueceu. Da mesma forma, os dados globais de popularidade indicam que a imagem da China tem melhorado à medida que a percepção dos EUA diminui, em parte devido às políticas comerciais e às tensões geopolíticas.
No entanto, o cenário permanece complexo. Apesar de liderar em aprovação, a China ainda enfrenta ceticismo, com muitos países expressando visões negativas em relação a ambas as grandes potências. No geral, essas descobertas apontam para um mundo mais multipolar, no qual a influência global é cada vez mais disputada e nenhuma das superpotências goza de apoio esmagador.
Fontes
[editar | editar código]- ((en)) China now tops US in global approval ratings: Gallup — Phil Stock World, 7 de abril de 2026
- ((en)) China Earns Higher Global Approval Rating than U
.S — Inkl, 4 de abril de 2026. In Biggest Gap In Decades: Gallup Poll - ((en)) Trump is making China – not America – great again, global survey suggests — The Guardian, 15 de janeiro de 2026


