Ir para o conteúdo

A COP30 frente à sustentabilidade e a violação de territórios tradicionais

De Wikinotícias

30 de outubro de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) acontecerá em Belém (PA), localizada na região Norte do país, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. O evento,  que ocorre anualmente, costuma reunir diversos países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), entre eles o Brasil, México, Estados Unidos e Japão. O encontro entre os líderes mundiais, cientistas e representantes da sociedade civil tem como objetivo discutir, analisar e aprovar propostas voltadas para diminuir a emissão de gases de efeito estufa e conter o aquecimento global.

Algumas das propostas para a COP30 é a integração internacional e a inclusão de pautas para o protagonismo de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, na intenção de dar maior visibilidade aos debates climáticos, levantando questões sobre a defesa de territórios, valorização dos saberes ancestrais e acesso à terra pela regularização fundiária. O licenciamento autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para a Petrobrás perfurar um poço na Bacia da Foz do Amazonas, representa uma contradição frente aos compromissos da COP30.

Na quarta-feira (22), organizações de movimentos ambientalistas, indígenas, quilombolas e outras entidades sociais entraram com ação na Justiça Federal do Pará contra o IBAMA e a União. Essa ação representa uma estratégia de resistência e contestação diante desse licenciamento ambiental, numa tentativa de fazer as comunidades serem ouvidas. O discurso ambiental e a ação governamental evidenciam os desafios do Brasil em conciliar os interesses econômicos com a preservação ambiental e o direito de existência das comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas da região.

Com a COP30, coloca-se em destaque se o Brasil cumprirá com sua agenda ambiental. O evento não deve limitar-se a discursos simbólicos ou apenas a interesses econômicos, mas promover ações efetivas voltadas à preservação da Amazônia, à escuta das comunidades e à sua contribuição no diálogo de uma energia renovável, em oposição a projetos que reforçam a dependência de combustíveis fósseis, como o que ficou evidente com a exploração na Foz do Amazonas.