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200 mil pessoas voltaram a Gaza desde cessar-fogo entre Israel e Hamas

De Wikinotícias

10 de outubro de 2025

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Nessa sexta (10), a Defesa Civil de Gaza comunicou que aproximadamente 200 mil pessoas retornaram ao norte da região palestina desde que o cessar-fogo entre Israel e Hamas foi implementado.

O acordo também estabelece a liberação dos reféns israelenses mantidos no enclave em um período de 72 horas. Após semanas de intensos bombardeios, muitos se depararam com bairros totalmente devastados.

De acordo com o Exército de Israel, suas forças estão se posicionando ao longo das "linhas de retirada" em antecipação à execução do acordo. No entanto, a força militar alertou que algumas regiões ainda são "extremamente perigosas".

Após quatro dias de negociações indiretas mediadas pelo Egito, o cessar-fogo e a libertação dos reféns foram aprovados na quinta-feira (9). O acordo segue um plano de 20 pontos apresentado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, com a finalidade de pôr fim a dois anos de conflito na área. Segundo Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, "o período de 72 horas para a liberação de reféns começou" após a confirmação da primeira etapa da retirada das tropas israelenses.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que, dos 48 reféns ainda mantidos em Gaza, 20 estão vivos e 28 faleceram. Por outro lado, Israel deve liberar 250 detidos por motivos de segurança e 1.700 palestinos detidos desde outubro de 2023. Nenhum dos nomes mencionados na lista israelense é de integrantes da luta armada palestina. O acordo acontece quase dois anos depois do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou em 1.219 mortes em Israel, sendo a maioria civis. Desde então, a ofensiva israelense resultou em mais de 67 mil mortes em Gaza, de acordo com informações do Ministério da Saúde do enclave, as quais são consideradas confiáveis pela ONU.

Enquanto as famílias israelenses esperam ansiosamente pelo retorno dos reféns, milhares de palestinos enfrentam um cenário de destruição e luto. "Este retorno está cheio de feridas e dor", afirmou à AFP o deslocado Ameer Abu Iyadeh, de 32 anos, em Khan Yunis. "Só esperamos que a guerra acabe de uma vez por todas, para não termos que fugir nunca mais", declarou Mohamed Mortaja, de 39 anos, enquanto retornava à Cidade de Gaza.

Fontes